A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) promoveu, no Rio de Janeiro, um encontro que reuniu representantes dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro para dar início oficial ao debate sobre a formação de uma liga única no país.
O encontro marcou a primeira vez em que equipes das duas divisões se sentaram à mesa com a entidade tendo como foco principal a estruturação desse novo modelo.
A proposta pretende integrar os atuais blocos comerciais, Libra e Liga Forte União, em uma estrutura unificada de gestão e comercialização.
Liga única no futebol brasileiro
Na reunião, a CBF detalhou um levantamento estratégico que coloca o futebol brasileiro em perspectiva frente às principais ligas internacionais.
A análise identificou fragilidades estruturais que impactam o desempenho e o valor do campeonato nacional, como a organização do calendário, o tempo efetivo de jogo, a segurança nas arenas, as condições de infraestrutura, o padrão das transmissões, a presença digital, as estratégias de marketing, os mecanismos de governança e o equilíbrio financeiro dos clubes.
Segundo a entidade, a proposta vai além de discutir critérios de divisão de receitas e busca uma reformulação abrangente do modelo de funcionamento do futebol no país. A apresentação também enfatizou o potencial econômico ainda pouco explorado do mercado brasileiro.
Na avaliação da CBF, o campeonato é subvalorizado, especialmente considerando um universo estimado em cerca de 140 milhões de torcedores, o que indicaria margem significativa para expansão de receitas e fortalecimento da marca.
Cronograma e detalhes
- Até julho: envio de propostas pelos clubes.
- Agosto e setembro: ajustes e consolidação do modelo.
- Outubro a dezembro: aprovação, estatuto e início da estruturação comercial.
- Mudanças práticas previstas a partir de 2030, devido aos contratos vigentes até 2029.
Diretrizes
- Protagonismo dos clubes, com a CBF como mediadora.
- Prioridade em ampliar a receita total antes de definir a divisão.
- Divergências internas ainda persistem.
Temas em debate
- Gramado sintético.
- Regras de rebaixamento.
- Limite de estrangeiros.
- Ajustes operacionais, como horários dos jogos.
A viabilidade do projeto estará diretamente condicionada à capacidade de convergência entre os clubes ao longo das próximas etapas de negociação.






