O governo federal estima movimentar cerca de R$ 8,2 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na nova etapa do programa Desenrola.
A iniciativa passou a permitir que trabalhadores utilizem até 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas renegociadas.
A medida é voltada para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos e integra a estratégia de redução da inadimplência no país.
Com as novas regras, o trabalhador poderá optar pelo parcelamento da dívida dentro das condições do programa ou usar parte do saldo do FGTS para realizar o pagamento à vista.
Uso do FGTS para quitar dívidas
Especialistas da área econômica avaliam que utilizar o Fundo para quitar dívidas à vista pode representar uma alternativa mais econômica em determinadas situações.
A análise leva em consideração a diferença entre o rendimento anual do Fundo, próximo de 6%, e os juros das renegociações do Desenrola, que podem chegar a cerca de 27% ao ano.
Mesmo com a possível vantagem financeira, economistas recomendam atenção antes de utilizar os recursos.
O FGTS é considerado uma reserva importante para momentos de desemprego, aposentadoria ou aquisição da casa própria, e a retirada antecipada do dinheiro pode reduzir a proteção financeira do trabalhador no futuro.
Dicas antes de usar o saldo
Antes de recorrer ao saldo do Fundo para quitar dívidas, especialistas orientam que o trabalhador faça uma análise cuidadosa da situação financeira.
Entre as principais recomendações estão:
- confirmar se o débito possui juros elevados, como nos casos de cartão de crédito e cheque especial;
- avaliar se o saque comprometerá a reserva financeira em caso de emergência;
- verificar o impacto da retirada sobre futuros financiamentos habitacionais;
- evitar o uso frequente de antecipações do FGTS;
- reorganizar as finanças após a renegociação para não voltar ao endividamento.
Economistas também apontam que outras alternativas podem ser consideradas antes do uso do Fundo.
Em determinadas situações, negociar diretamente com instituições financeiras, realizar portabilidade de crédito ou substituir dívidas mais caras por modalidades com juros menores, como o crédito consignado, pode representar uma solução com menos riscos financeiros.





