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Governo bate o martelo e confirma uso do FGTS para quitar dívidas

Por Yasmin Henrique
05/05/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Especialistas fazem alerta para quem pensa em usar o FGTS para quitar dívidas

FGTS (Foto: reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Desenrola Brasil 2.0 tem como um de seus eixos centrais a utilização do FGTS para o pagamento de dívidas. A proposta prevê que os participantes possam usar até 20% do saldo disponível no fundo, com a possibilidade de exigência de um valor mínimo em determinadas situações.

Os recursos, porém, não serão repassados diretamente ao trabalhador. O valor será transferido automaticamente do FGTS para a instituição financeira credora, assegurando que seja destinado exclusivamente à quitação ou renegociação dos débitos.

FGTS para quitar dívidas

Na prática, o FGTS poderá ser utilizado tanto para liquidar integralmente débitos quanto para abater parte relevante do valor devido. O uso do recurso estará vinculado à adesão ao programa, o que restringe sua utilização a essa finalidade.

Para conter os efeitos sobre o fundo, o governo fixou um limite de cerca de R$ 8 bilhões a R$ 8,2 bilhões para os saques, com previsão de movimentação próxima de R$ 4,5 bilhões.

A iniciativa, no entanto, enfrenta questionamentos. Especialistas e representantes do setor produtivo alertam para o risco de redução de recursos destinados ao financiamento habitacional e para um possível desvio da função original do fundo.

O governo rebate as críticas ao afirmar que o impacto será inferior a 1% do total disponível e não deve afetar programas como o Minha Casa, Minha Vida.

A proposta tem como objetivo acelerar a renegociação de dívidas, reduzir a inadimplência e ampliar a renda disponível das famílias.

Desenrola 2.0

Além do uso do FGTS, o programa lançado pelo governo amplia as possibilidades de renegociação de débitos.

  • Débitos incluídos: cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e FIES
  • Condições: juros de até 1,99% e descontos de até 90%
  • Nova regra: bloqueio por 1 ano em plataformas de apostas para quem aderir
  • Objetivo: evitar novo endividamento durante a renegociação
  • Alcance: deve beneficiar milhões de pessoas
  • Próximos passos: possibilidade de expansão para informais e pequenas empresas
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Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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