Como humanizar o processo seletivo em tempos de IA

A tecnologia e a IA tornaram o processo seletivo do recrutamento mais eficiente, mas o desafio é manter a humanização. A IA pode automatizar tarefas repetitivas, permitindo que recrutadores se concentrem em interações mais pessoais, como entrevistas baseadas em competências, que promovem uma avaliação mais genuína e fortalecem a conexão entre candidato e empresa.

Por Thula Honório

A evolução da tecnologia e a ascensão da inteligência artificial (IA) transformaram diversas áreas do mundo corporativo, incluindo o recrutamento e seleção. Ferramentas de automação, o uso de IA’s na triagem e entrevistas por vídeo chamada tornaram os processos mais eficientes, mas também levantaram um desafio crucial: como manter a humanização na experiência dos candidatos?

Nesse cenário, as perguntas por competências emergem como uma solução essencial para equilibrar tecnologia e empatia, permitindo avaliações profundas que vão além dos dados automatizados. 

O Impacto da Inteligência Artificial no Recrutamento

A IA tem sido amplamente utilizada para otimizar etapas do recrutamento, principalmente na triagem de currículos, chabots para interação inicial e entrevistas automatizadas.

Apesar dos benefícios nessas ferramentas para otimizar os processos, elas não substituem o olhar humano na análise de aspectos subjetivos, como empatia, valores e compatibilidade cultural. O desafio está em combinar a eficiência da tecnologia com a sensibilidade necessária para entender o profissional como um todo.

Como Humanizar o Processo Seletivo em Tempos de IA?

Para que ocorra a humanização dos processos seletivos a IA deve ser vista uma aliada para agilizar processos repetitivos, permitindo que recrutadores se concentrem nas interações mais humanas.

Um bom exemplo seria, ao automatizar a triagem inicial, os profissionais de RH podem dedicar mais tempo às entrevistas e ao engajamento com os candidatos.

Ser transparente durante todo o processo, usando uma comunicação clara e personalizada. Informar os candidatos sobre cada etapa, explicar como a IA é utilizada no processo e fornecer feedback são atitudes que demonstram respeito e empatia.

Utilizar as entrevistas como um momento de conexão genuína, utilizar perguntas abertas e escuta ativa ajudam a criar um ambiente acolhedor, permitindo que o candidato se expresse de maneira autêntica.

O Papel das Perguntas por Competências na Humanização

A entrevista por competência não apenas permite uma avaliação mais precisa do candidato, mas também cria um ambiente de troca mais humana e empática. Algumas formas como essa abordagem fortalece o vínculo entre entrevistador e entrevistado incluem:

  • Diálogo mais fluido e natural: Ao pedir exemplos reais de experiências passadas, o candidato se sente mais confortável para compartilhar sua trajetória, criando uma conversa mais autêntica e menos mecânica.
  • Demonstração de interesse genuíno: Quando o recrutador faz perguntas detalhadas sobre as experiências e desafios enfrentados pelo candidato, ele demonstra um interesse real pela sua história, o que aumenta o engajamento na conversa.
  • Maior confiança e abertura: O candidato percebe que não está sendo avaliado apenas por seu currículo, mas sim por suas habilidades práticas e seu comportamento diante de desafios. Isso reduz a tensão e permite que ele se apresente de forma mais genuína.
  • Identificação com os valores da empresa: Durante a entrevista, o recrutador pode explorar aspectos culturais e valores organizacionais, ajudando o candidato a visualizar se realmente se identifica com a empresa. Isso fortalece a conexão e melhora a retenção a longo prazo.

A entrevista por competência ajuda a conhecer melhor o candidato, além de fortalecer o vínculo, essa metodologia permite que o recrutador tenha uma visão mais completa sobre o candidato, explorando a jornada profissional, fazendo um alinhamento cultural e avaliando potencial de desenvolvimento.

A tecnologia da inteligência artificial veio para ficar, mas a essência do recrutamento continua sendo humana. Para garantir processos seletivos eficazes e justos, as empresas devem equilibrar a eficiência da IA com estratégias que priorizem a experiência e o engajamento dos candidatos.

O uso de perguntas por competências desempenha um papel fundamental nesse cenário, permitindo uma avaliação mais profunda e alinhada aos valores da empresa. Ao unir tecnologia e empatia, as organizações fortalecem sua marca empregadora e garantem contratações mais assertivas e sustentáveis no longo prazo.

 

Grupo Larch

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