Com atuação histórica marcante, o Banco do Brasil (ou, simplesmente, BB) se destaca entre as maiores instituições financeiras do país, contribuindo significativamente para o desenvolvimento econômico e social nacional.
No entanto, recentemente, a reputação do banco foi colocada em cheque por conta da “traição” de um funcionário da área da tecnologia que se tornou alvo das autoridades após ser acusado de facilitar a invasão da rede corporativa da instituição.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, que na última semana, deflagrou a Operação Remote Shell, que visava desmantelar atividades criminosas ligadas à infiltração nos sistemas do BB, o homem teria cobrado cerca de R$ 1 milhão para permitir a invasão da rede.
Uma invasão bem-sucedida poderia resultar em fraudes financeiras de grande impacto, que prejudicariam todas as pessoas relacionadas ao banco, incluindo os clientes. Contudo, felizmente, a ofensiva foi neutralizada antes de qualquer prejuízo.
Durante a operação, foram confiscados um celular e um notebook do empregado implicado, que serão periciados. De acordo com os policiais, os dispositivos apresentam ampla materialidade dos crimes.
Banco do Brasil reforça proteção do sistema
O Banco do Brasil afirmou, em nota, ter feito monitoramento interno em seu sistema e adotado todas as medidas necessárias para tentar controlar o problema, além de estar colaborando ativamente com as autoridades para garantir a captura dos envolvidos. Confira o comunicado completo:
“O Banco do Brasil informa que detectou e frustrou a tentativa por meio de monitoramento interno; e adotou todas as providências no seu âmbito de atuação. O BB acionou a polícia e colabora com as investigações sobre o caso.
O banco possui processos estabelecidos para monitoramento e apuração de situações suspeitas contra a instituição e acrescenta que seu padrão de governança inibe que acessos isolados a credenciais de qualquer funcionário possam causar impactos financeiros a clientes ou à empresa”.
