Por conta do alto custo de vida no estado, os trabalhadores de carteira assinada de São Paulo recebem um salário mínimo acima do piso nacional. E vale destacar que, em julho deste ano, o valor foi reajustado para R$ 1.804.
Previsto na Lei 18.153/2025, o acerto buscou corrigir distorções existentes e assegurar ganho real às categorias sem piso definido por legislação federal ou convenção coletiva, garantindo assim a proteção do poder aquisitivo diante da alta do custo de vida.
Dado que o salário mínimo anterior correspondia a R$ 1.640, o acréscimo configura um reajuste de 10%, consolidando-se como um aumento bastante significativo. E vale destacar que que ele se torna ainda mais expressivo se comparado ao piso nacional.
Afinal, considerando que o salário mínimo está fixado em R$ 1.518 atualmente, o novo piso paulista equivale a um aumento de cerca de R$ 286 no total, que certamente pode fazer a diferença no orçamento de muitos trabalhadores.
Vale destacar que, antes de ser aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a proposta do novo valor passou por longas discussões. Contudo, em meados de maio, finalmente foi alcançado um consenso que permitiu sua aprovação.
Novo salário mínimo contemplou categoria extra
É importante ressaltar que o novo reajuste salarial superou a inflação acumulada do período, o que serviu para reforçar ainda mais a política do estado de São Paulo voltada à valorização do trabalhador.
Inclusive, no decorrer da tramitação da proposta, os parlamentares ainda aprovaram uma emenda que estendeu o novo piso salarial a uma categoria extra: os cuidadores de pessoas com deficiência.
A decisão foi amplamente comemorada por entidades sociais que vinham reivindicando o reconhecimento da categoria há anos, considerando a decisão como um marco relevante no reconhecimento destes profissionais, que também desempenham um papel fundamental na sociedade por conta da importância de sua função.
