Desde abril, o Banco Central vinha anunciando a regulamentação do Pix Parcelado, que apesar de já ser uma modalidade ofertada por diversas instituições financeiras, ainda não possui uma padronização de uso definida pela entidade.
A previsão inicial era de que a divulgação das normas ocorresse no mês de setembro. Entretanto, o BC acabou optando por adiar a regulamentação, sem apresentar, até o momento, nenhuma justificativa para a decisão.
E vale destacar que a autoridade monetária também não divulgou nenhum novo prazo para a publicação da regulamentação, de acordo com o portal g1, tornando incerto o lançamento padronizado do Pix Parcelado.
Apesar de ter frustrado as expectativas de quem já esperava começar a utilizar amplamente a novidade, a decisão de adiar a implementação do Pix Parcelado foi celebrada por entidades como o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec).
Segundo o órgão, o adiamento pode não apenas fortalecer a infraestrutura de prevenção a fraudes, como também representar uma oportunidade para aprofundar o debate sobre os riscos que a nova funcionalidade pode trazer aos consumidores para trabalhar na prevenção.
Como funciona o Pix Parcelado? Entenda a modalidade
Embora as regras do BC para o Pix Parcelado ainda não tenham sido divulgadas, sabe-se que o procedimento permite que o consumidor divida suas compras em parcelas mensais, que serão debitadas diretamente de sua conta.
O recebedor, no entanto, receberá o valor integral e à vista instantaneamente, como em um Pix normal, minimizando os riscos de inadimplência comuns ao parcelamento convencional.
Além da possibilidade de poder ser utilizado para qualquer tipo de transação, inclusive para transferências, o Pix Parcelado ainda dispensa a necessidade de intermediários, podendo assim oferecer custos de operação muito mais baixos do que os cartões de crédito.
Por conta disso, a modalidade também prevê a inclusão financeira de cidadãos de menor poder aquisitivo, assumindo assim o papel de ferramenta de reparação social e econômica.
