Uma pesquisa recente, realizada pela empresa Neogrid, revelou mudanças radicais no comportamento de consumidores brasileiros nos supermercados, motivadas por fatores como as limitações salariais e a alta da inflação, que impactam o cenário econômico.
Os dados apontam que cerca de 82% da população passou a optar por produtos mais acessíveis, passando a deixar assim muitas marcas famosas de fora do carrinho de compras por conta dos valores mais elevados dos produtos.
Inclusive, o especialista em gestão de supermercados Leandro Rosadas ainda destacou que os brasileiros estão agindo de forma mais cautelosa na hora das compras, reduzindo aquisições por impulso para poupar dinheiro.
“[…] Os carrinhos passaram a ser compostos por produtos previamente definidos, seguindo a lista de compras à risca” comentou Rosadas (via Revista Oeste).
Neste cenário, diversas marcas próprias de supermercados ganharam maior destaque, pois conseguem oferecer produtos de qualidade satisfatória a preços mais acessíveis, especialmente nas categorias de limpeza, higiene pessoal e alimentação.
“Mimos”: itens comuns de mercado se tornaram dádivas
Ainda de acordo com os resultados obtidos pela Neogrid, cerca de 73% dos brasileiros passaram a ver alimentos e produtos extremamente comuns como “mimos” limitando sua aquisição ao máximo.
Entre os itens mencionados, o chocolate foi citado por 45% dos consumidores, e as bebidas alcoólicas por 19%. Em contrapartida, uma parcela significativa afirmou que, caso os preços retornem aos níveis anteriores, seus hábitos de consumo anteriores nos supermercados poderiam ser retomados.
Festas podem afetar o comportamento nos supermercados novamente
Para especialistas como Rosadas, embora a cautela nas compras já tenha sido normalizada, há grande probabilidade de que as festas de fim de ano modifiquem novamente o comportamento dos consumidores brasileiros, resultando em gastos mais elevados.
De acordo com dados da Neogrid, ao menos 60% dos consumidores planeja manter as celebrações. Dentre esse grupo, aproximadamente 24% não pretende reduzir o consumo nas ocasiões, mantendo gastos elevados.
