Embora muitos idosos estejam voltando ao mercado de trabalho em busca de realização pessoal, seja retomando antigas paixões ou abrindo pequenos negócios, como apontou um levantamento recente do Sebrae, a realidade financeira da maioria ainda gira em torno de uma única fonte: a aposentadoria.
No entanto, o que poucos sabem é que existe um outro caminho legal que garante um pagamento mensal equivalente a um salário mínimo, voltado especialmente para quem não conseguiu contribuir com a Previdência ao longo da vida.
Idosos de 65, 68, 70 anos ou mais tem direito a saque extra além da aposentadoria
Esse benefício se chama Benefício de Prestação Continuada (BPC) e é amparado pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS).
Trata-se de uma renda mensal no valor de R$ 1.518 (referente ao salário mínimo de 2025) oferecida a idosos a partir de 65 anos e também a pessoas com deficiência de qualquer idade, desde que comprovem baixa renda.
A principal diferença em relação à aposentadoria tradicional é que o BPC não exige tempo de contribuição ao INSS, ou seja, mesmo quem nunca teve carteira assinada ou não conseguiu atingir os requisitos previdenciários pode ser atendido.
O objetivo do BPC é garantir uma mínima segurança financeira e um padrão básico de dignidade para cidadãos em situação de vulnerabilidade social.
Mas, para ter direito, é necessário que a renda familiar por pessoa não ultrapasse ¼ do salário mínimo, o que hoje corresponde a R$ 379,50.
Além disso, é preciso estar com o Cadastro Único (CadÚnico), que é a base de dados usada pelo governo para políticas sociais, atualizado, e comprovar nacionalidade brasileira ou portuguesa, conforme tratado de reciprocidade entre os países.
Como idosos podem solicitar o BPC?
O pedido pode ser feito por meio da internet, acessando o portal gov.br, na seção de benefícios assistenciais, ou presencialmente no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo.
É importante apresentar documentos pessoais como CPF, RG, comprovante de residência e informações de todos os membros da família. Em caso de deficiência, será necessária uma avaliação médica e social.
Mesmo sem gerar 13º salário ou pensão por morte, o BPC representa uma alternativa vital para milhares de idosos que dependem exclusivamente da assistência pública para manter as contas em dia e a alimentação na mesa.
Um direito garantido por lei, mas que ainda é desconhecido por muitos.
