Uma das marcas mais emblemáticas dos Estados Unidos tem feito barulho na economia brasileira. Segundo informações divulgadas na semana passada, a operação nacional da Coca-Cola movimenta atualmente mais de R$ 80 bilhões por ano no país.
A cifra impressiona e mostra o peso da gigante do setor de bebidas na dinâmica econômica local.
No entanto, apesar do sucesso financeiro no Brasil, a empresa não está imune a uma tendência que vem ganhando força em escala global: a desaceleração do mercado de refrigerantes, especialmente entre os consumidores mais jovens.
Empresa super renomada nos EUA chegou para movimentar mais de R$ 80 bilhões no Brasil
A Coca-Cola revelou que, só em 2025, seu impacto econômico direto e indireto no Brasil foi de R$ 87,5 bilhões, o que representa cerca de 0,7% do Produto Interno Bruto nacional.
O número vem de um estudo conduzido pela consultoria internacional Steward Redqueen e encomendado pela própria companhia.
A pesquisa também apontou que a operação brasileira da empresa é responsável por gerar 574 mil empregos em toda a cadeia produtiva, que inclui 33 fábricas espalhadas pelo país e uma rede de mais de um milhão de pontos de venda.
Além disso, cada dólar investido em produtos da marca no Brasil retorna quase integralmente para a economia nacional, com efeito multiplicador de US$ 0,94, segundo o mesmo levantamento.
Em 2025, o sistema Coca-Cola investiu mais de R$ 7 bilhões em suas operações no Brasil, acima dos R$ 4 bilhões aplicados no ano anterior, sinalizando uma aposta clara no mercado brasileiro.
Empresas de refrigerantes percebem queda nas vendas em todo o mundo
Mas enquanto a empresa celebra resultados sólidos no país, o cenário global exige atenção. Um relatório da consultoria Worldpanel by Numerator mostra que o consumo de refrigerantes vem caindo na América Latina e em outros mercados.
No índice de escolha do consumidor (CRP), a Coca-Cola registrou uma retração de 4,7% em 2025.
A queda é atribuída a três fatores principais: inflação que reduz o consumo de itens considerados supérfluos, fortalecimento de marcas locais com preços mais acessíveis, e, principalmente, a mudança de hábitos impulsionada por preocupações com saúde e bem-estar.
Com a crescente rejeição a bebidas açucaradas, especialmente entre jovens consumidores, a Coca-Cola deve se preparar para um futuro em que apenas a força da marca pode não ser suficiente para manter sua posição dominante.
