Embora tenha conquistado grande sucesso na década de 1970 e, posteriormente, em 2018, a marca alemã de artigos esportivos Puma enfrentou ao longo dos anos mais momentos de dificuldade do que de crescimento, lidando com crises severas.
Vale lembrar que, no começo do ano, a empresa obteve resultados muito abaixo do esperado, o que acabou derrubando o valor de suas ações em mais de 50%. E de acordo com as previsões anunciadas na última quinta-feira (30), a situação tende a continuar crítica.
Por conta disso, a Puma anunciou planos de eliminar cerca de 900 empregos corporativos ainda este ano. Porém, de acordo com o novo presidente-executivo da Puma, Arthur Hoeld, isso não necessariamente é um reflexo de crise.
Durante uma coletiva de imprensa na sede da empresa em Herzogenaurach, na Alemanha, ele explicou que as demissões integram um grande plano de reestruturação, e que a expectativa é de desligar ainda mais funcionários até o próximo ano.
Hoeld, que é ex-diretor de vendas da Adidas, principal concorrente da Puma, ainda afirmou que o ano de 2026 será uma espécie de “período de transição” para a empresa, mas que em 2027, ela voltará a se posicionar como uma das principais marcas esportivas do mundo.
Entenda as etapas do plano para reeguer Puma
Além de reduzir cargos, Hoeld explicou que o plano de reestruturação em andamento também tem como objetivo tornar a Puma uma marca mais desejável para os consumidores, pois de acordo com ele, ela teria se tornado “excessivamente comercial”.
Para isso, a empresa deve reduzir sua linha de produtos, passando a focar apenas em categorias essenciais como futebol, corrida, treino e vestuário esportivo. Além disso, também haverá uma incrementação do marketing.
Há ainda a intenção de reduzir descontos, encerrando a distribuição com valores mais baixos a varejistas em países como os Estados Unidos para focar apostar em vendas diretas ao consumidor por meio de lojas próprias e do site.
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