O Banco Central decidiu endurecer o combate às fraudes no sistema financeiro nacional e anunciou uma nova regra que já começou a valer.
A medida surpreende pela rigidez: a partir de agora, instituições financeiras são obrigadas a bloquear pagamentos destinados a contas que apresentem indícios concretos de envolvimento com fraudes.
A decisão, que altera a rotina dos bancos e dos próprios clientes, representa um movimento firme da autoridade monetária contra o uso criminoso do sistema de pagamentos.
Banco Central bate o martelo e nova regra de pagamentos em dinheiro surpreende
A norma, aprovada na última quinta-feira (11), atinge qualquer tipo de transação feita com instrumentos de pagamento, incluindo transferências como TED, DOC, Pix e outras formas digitais.
O foco principal está nas chamadas “contas laranja”, abertas de forma fraudulenta ou alugadas para escoar dinheiro oriundo de crimes, como golpes digitais e lavagem de dinheiro.
Na prática, sempre que uma instituição financeira identificar sinais relevantes de fraude relacionados à conta que receberia o dinheiro, ela terá a obrigação de barrar a transação antes que o recurso seja transferido.
Para isso, os bancos devem recorrer a uma série de informações e cruzamentos de dados, incluindo sistemas eletrônicos, bancos de dados públicos e registros privados.
A nova diretriz exige que essas análises preventivas estejam operando de forma plena até o dia 13 de outubro, dando às instituições um prazo para ajustar seus sistemas.
O Banco Central justifica a medida como uma resposta à escalada de ações criminosas envolvendo o sistema bancário, especialmente após recentes ataques a instituições financeiras atribuídos a organizações criminosas.
A autarquia afirmou que a nova exigência reforça os mecanismos de segurança já existentes e visa proteger os consumidores e o próprio sistema de pagamentos.
Bancos elogiam decisão do Banco Central, e clientes devem redobrar atenção
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também se manifestou, elogiando a nova regra. Em nota, destacou que se trata de um avanço importante para cortar o fluxo de dinheiro usado em atividades ilícitas.
A entidade lembrou que alguns bancos já adotavam esse bloqueio de forma voluntária, mas agora a prática se torna obrigatória para todo o setor.
Para os clientes, a principal forma de proteção continua sendo a atenção redobrada. Desconfiar de mensagens suspeitas, evitar clicar em links desconhecidos e jamais compartilhar senhas ou códigos de verificação são cuidados básicos que fazem diferença.
A nova regra representa um reforço estrutural no combate às fraudes, mas a vigilância individual segue essencial.
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