Nesta quinta-feira (21), as ações do Banco do Brasil (BB) registraram queda de 0,86% na Bolsa de Valores, o que fez o valor dos papéis chegar a aproximadamente R$ 19,69. E curiosamente, ações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, podem ter relação com o ocorrido.
Afinal, de acordo com o sócio da Manchester Investimentos, Marco Noernberg, notícias recentes a respeito do bloqueio de um cartão de bandeira americana do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) teriam abalado o movimento no mercado financeiro (via Folha).
Vale destacar que o bloqueio decorre das sanções da Lei Magnitsky, que atingiram Moraes no mês passado. A norma prevê congelamento de bens e proíbe negócios com cidadãos e empresas americanas a estrangeiros acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos.
Inclusive, o episódio representa, até o presente momento, a medida de maior impacto contra o ministro, decorrente da inclusão de seu nome na lista de pessoas punidas pela legislação.
Até o momento, não foi esclarecido de que forma o bloqueio impactará o BB junto ao STF, mas o banco ofereceu a Moraes cartão da bandeira Elo, de emissão nacional, permitindo que ele realizasse pagamentos no país sem enfrentar as restrições impostas pelas sanções.
Histórico recente do Banco do Brasil também influenciou a queda
Nos últimos meses, o Banco do Brasil vem apresentando um histórico preocupante, que por sua vez, também pode estar influenciando negativamente a imagem da instituição financeira diante da Bolsa.
Na divulgação do balanço corporativo mais recente, por exemplo, o banco registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre, 60% inferior ao obtido no mesmo período do ano passado.
E vale destacar que os detalhes do balanço também pesam na avaliação de longo prazo do BB, especialmente devido a alta da inadimplência e os desafios do setor agrícola, marcado por recuperações judiciais após a última safra de grãos.
Além disso, a não antecipação de dividendos e o possível processo da OAB (Ordem de Advogados do Brasil) contra a presidente da instituição, Tarciana Medeiros, também estão entre os fatores que tem pesado negativamente na reputação do BB.
O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.
