O preço da cesta básica caiu em 22 das 27 capitais brasileiras no mês de setembro, revelando um alívio no bolso do consumidor em boa parte do país.
Os dados são resultado de uma análise conjunta realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Dieese, que apontam uma retração nos preços de alimentos essenciais em várias regiões.
Essa movimentação reforça os efeitos positivos de políticas públicas voltadas ao abastecimento e à produção agrícola.
22 capitais de 27 tiveram queda no valor da cesta básica
O recuo no custo da cesta básica é reflexo direto da diminuição dos preços de produtos fundamentais no dia a dia das famílias.
Tomate, arroz, batata e café em pó foram os principais responsáveis por puxar a média para baixo, com destaque para o tomate, cujo preço despencou em quase todo o país devido ao aumento da oferta nas lavouras.
O arroz, beneficiado por uma safra recorde em 2024/2025, também contribuiu com quedas expressivas. No caso da batata, a colheita de inverno elevou a disponibilidade no mercado, reduzindo os preços em várias capitais.
Já o café em pó, embora tenha registrado variações, ficou mais barato em boa parte das cidades analisadas.
Além do impacto direto sobre o consumidor, a queda dos preços evidencia o papel de políticas públicas na estabilização do abastecimento alimentar.
Para o presidente da Conab, Edegar Pretto, os números são indicativos de que as ações voltadas ao incentivo da produção de alimentos e ao monitoramento dos preços estão surtindo efeito, garantindo acesso mais amplo a alimentos de qualidade com menor custo.
Cesta básica nas regiões
Em termos regionais, os recuos mais expressivos foram registrados nas capitais do Norte e Nordeste.
Fortaleza liderou a redução, com uma queda de 6,31% no valor da cesta. Palmas e Rio Branco também tiveram quedas consideráveis, de 5,91% e 3,16%, respectivamente. São Luís e Teresina completam o grupo das cinco capitais com maiores reduções.
Por outro lado, São Paulo continua com o maior custo médio da cesta básica, chegando a R$ 842,26, enquanto Aracaju apresenta o valor mais baixo, R$ 552,65.
Outro ponto importante foi a ampliação da pesquisa, que passou a abranger todas as capitais do país desde agosto.
Com isso, o levantamento oferece um panorama mais completo e detalhado da situação alimentar brasileira, fortalecendo políticas de segurança alimentar e orientando ações futuras.
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