Médicos recomendam que idosos deem 7 mil passos por dia para viver mais, mas uma das caminhadas deve durar 15 minutos sem parar
A relação entre caminhada e longevidade ganhou novos contornos com um estudo publicado.

A relação entre caminhada e longevidade ganhou novos contornos com um estudo publicado na revista Annals of Internal Medicine. A pesquisa, conduzida por cientistas espanhóis, analisou dados de 33 mil voluntários do UK Biobank, com idade média de 62 anos, e acompanhou os participantes por 8 anos. O objetivo era verificar não apenas o número de passos diários, mas principalmente o padrão de caminhada e seu impacto na saúde.
Os resultados mostraram que a duração contínua da caminhada é um fator determinante para a redução do risco de morte por doenças cardiovasculares e câncer. Entre os voluntários que caminhavam por períodos inferiores a cinco minutos contínuos por dia, a taxa de mortalidade foi de 4,36%.
Já entre aqueles que se mantinham em movimento por mais de 15 minutos seguidos, o índice caiu para 0,84%. O mesmo padrão se repetiu na incidência de doenças cardiovasculares: 13,03% no grupo de menor tempo contínuo contra 4,39% no grupo que caminhava por mais tempo.
7 mil passos diários
Cardiologistas explicam que 7 mil passos diários já são suficientes para reduzir o risco cardiovascular, mas que o benefício é ampliado quando parte desses passos é acumulada em caminhadas contínuas de pelo menos 15 minutos. O esforço prolongado ativa mecanismos metabólicos e cardiovasculares que não são estimulados por pequenas caminhadas ao longo do dia.
O autor principal do estudo, Borja Del Pozo Cruz, também destaca que as caminhadas mais longas melhoram a regulação da glicose e a função vascular, além de estimular o sistema nervoso parassimpático e reduzir inflamações. Para ele, os guias de saúde deveriam considerar não apenas a quantidade de passos, mas também o tempo de duração das caminhadas, já que essa medida é mais fácil de ser compreendida pela população.








