Nem sempre a boca seca ao acordar tem a causa que você imagina
Boca seca ao acordar nem sempre é inofensiva e pode indicar outras doenças; saiba quando investigar o sintoma

A sensação de boca seca ao acordar costuma ser atribuída à respiração pela boca durante o sono, ao ronco ou ao ar seco no ambiente. Embora essas sejam causas frequentes, o sintoma nem sempre está relacionado apenas a hábitos ou às condições do quarto.
Quando ocorre de forma persistente ou é acompanhado de outros sinais, pode indicar alterações no organismo, incluindo níveis elevados de açúcar no sangue. Conhecida como xerostomia, a boca seca corresponde à sensação de ressecamento da cavidade oral.
Causas da boca seca
O diabetes pode causar boca seca ao favorecer a perda de líquidos pela urina, aumentar a desidratação e comprometer o funcionamento das glândulas salivares. O sintoma merece atenção principalmente quando vem acompanhado de:
- sede intensa;
- aumento da frequência urinária;
- visão embaçada;
- cansaço;
- perda de peso sem explicação;
- cicatrização lenta;
- infecções bucais recorrentes.
Além do diabetes, a boca seca também pode estar relacionada a:
- baixa ingestão de água;
- consumo de álcool;
- febre;
- exercícios físicos intensos;
- uso prolongado de ar condicionado;
- ronco e apneia do sono;
- congestão nasal;
- ansiedade.
Diversos medicamentos podem provocar boca seca como efeito colateral, entre eles:
- antidepressivos;
- anti histamínicos;
- descongestionantes;
- diuréticos;
- anti hipertensivos;
- ansiolíticos.
A xerostomia também pode estar ligada a:
- síndrome de Sjögren;
- radioterapia na cabeça e no pescoço;
- quimioterapia;
- alterações hormonais;
- infecções;
- doenças das glândulas salivares.
A xerostomia nem sempre está associada à redução da produção de saliva. Quando essa diminuição é confirmada por exames, recebe o nome de hipossalivação, condição que frequentemente acompanha a sensação de boca seca.
Dicas e recomendações
Para aliviar o desconforto, recomenda-se manter boa hidratação, reduzir o consumo de cafeína e álcool à noite, favorecer a respiração nasal, evitar enxaguantes bucais com álcool e manter uma boa higiene bucal.
Se o sintoma persistir por semanas ou vier acompanhado de sede intensa, aumento da frequência urinária, perda de peso, visão embaçada ou infecções bucais recorrentes, é importante procurar avaliação médica. Nesses casos, podem ser indicados exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada, além de avaliação odontológica quando necessário.









