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MPMG oferece denúncia contra ex-auxiliar de escola de São João Nepomuceno investigado por crimes contra menores

1ª Promotoria de Justiça do Município também instauraram procedimentos para adoção de medidas de proteção às crianças envolvidas  


Por Tribuna

16/07/2026 às 11h58

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia à Justiça contra o ex-auxiliar de aprendizagem da Escola Municipal Três Marias (CAIC), em São João Nepomuceno, em um dos casos investigados envolvendo denúncias de crimes contra meninas menores de 14 anos. O segundo caso relacionado ao suspeito ainda está em fase de inquérito policial. 

A informação foi confirmada pelo MPMG à Tribuna de Minas. Segundo o órgão, há dois boletins de ocorrência registrados contra o homem, de 23 anos, que trabalhava na unidade de ensino. A 2ª Promotoria de Justiça de São João Nepomuceno apresentou denúncia referente a um dos registros, enquanto o outro segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). 

Devido ao envolvimento de crianças e adolescentes e à natureza dos fatos apurados, os procedimentos tramitam sob sigilo. Por esse motivo, o Ministério Público informou que não pode divulgar detalhes sobre os casos. 

Além da atuação criminal, a 1ª Promotoria de Justiça de São João Nepomuceno instaurou duas Notícias de Fato na área de Defesa da Criança e do Adolescente. Os procedimentos também correm em segredo de Justiça e têm como objetivo avaliar e solicitar, caso necessário, medidas de proteção às vítimas. 

Relembre o caso

O homem investigado trabalhava como auxiliar de aprendizagem na Escola Municipal Três Marias (CAIC), unidade de modelo cívico-militar de São João Nepomuceno, município localizado a cerca de 65 quilômetros de Juiz de Fora. Ele possuía contrato temporário com a Prefeitura. 

As denúncias envolvem duas meninas menores de 14 anos e correspondem a ocorrências distintas, mas com o mesmo suspeito identificado. Os boletins de ocorrência foram registrados entre abril e julho deste ano e apontam, de forma preliminar, possíveis crimes como estupro de vulnerável, importunação sexual, perseguição e ameaça. 

Após tomar conhecimento da denúncia mais recente, a Secretaria Municipal de Educação informou que o funcionário foi desligado imediatamente. A Prefeitura afirmou ainda que está colaborando com as investigações. 

A Polícia Civil confirmou a apuração envolvendo o homem, mas ressaltou que os inquéritos tramitam sob sigilo para preservar a identidade e a integridade das crianças envolvidas. 

A reportagem não teve acesso ao teor da denúncia apresentada pelo Ministério Público nem à identificação de qual dos dois boletins de ocorrência ela se refere, em razão do segredo de Justiça.