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OMS revela que bronzeamento artificial proibido pela Anvisa aumenta em 75% o risco do câncer de pele mais letal

Bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco de câncer de pele antes dos 30 anos, alerta a OMS; prática é proibida no Brasil desde 2009


Por Yasmin Henrique

13/07/2026 às 11h54

OMS revela que bronzeamento artificial proibido pela Anvisa aumenta em 75% o risco do câncer de pele mais letal
(Foto: reprodução/Drazen Zigic/Magnific)

O bronzeamento artificial, proibido no Brasil desde 2009, continua sendo alvo de alertas devido aos riscos à saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), com base em estudos da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), o uso de câmaras de bronzeamento antes dos 30 anos aumenta em 75% o risco de melanoma, o tipo mais letal de câncer de pele.

Além do melanoma, a IARC identificou aumento do risco de melanoma ocular e associação com o carcinoma espinocelular. Em 2009, a agência classificou os equipamentos de bronzeamento artificial no Grupo 1, categoria destinada aos agentes comprovadamente cancerígenos para humanos, a mesma do tabagismo e do amianto.

Riscos do câncer de pele

Radiação ultravioleta

  • As câmaras de bronzeamento utilizam radiação UVA e, em alguns casos, UVB, que provoca danos cumulativos ao DNA das células da pele.
  • Segundo a OMS, alguns equipamentos emitem níveis de radiação entre 10 e 15 vezes superiores aos do sol do meio dia em regiões mediterrâneas.

Risco de melanoma

  • O uso da câmara ao menos uma vez na vida aumenta em cerca de 20% o risco de melanoma.
  • Quando o primeiro uso ocorre antes dos 35 anos, esse aumento chega a 59%.
  • Cada sessão adicional ao longo do ano eleva o risco da doença em aproximadamente 1,8%.

Outros riscos à saúde

  • O bronzeamento artificial pode causar queimaduras, envelhecimento precoce, rugas, manchas, perda de elasticidade, cicatrizes, lesões cutâneas e imunossupressão da pele.
  • Também está associado a fotoqueratite, fotoconjuntivite, inflamação da íris, catarata precoce, pterígio, carcinoma da conjuntiva e melanoma ocular.
  • A IARC afirma que o bronzeamento artificial não é uma forma segura de prevenir a deficiência de vitamina D nem protege a pele contra os danos causados pelo sol.

Bronzeamento artificial no Brasil

Em 2009, o Brasil tornou-se o primeiro país a proibir o uso de câmaras de bronzeamento para fins estéticos. A Resolução RDC nº 56, da Anvisa, vetou a importação, comercialização e utilização desses equipamentos, permitindo apenas aplicações médicas e odontológicas sob supervisão profissional.

Nos últimos anos, a Anvisa tem intensificado a fiscalização para impedir o funcionamento irregular desses equipamentos. Em 2025, a agência proibiu ainda a fabricação, importação, comercialização e distribuição das lâmpadas de alta potência utilizadas nas câmaras de bronzeamento, medida adotada para dificultar a manutenção de aparelhos clandestinos.