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Ex-diretora da Meta rompe silêncio e faz novas acusações contra a empresa

Ex-diretora da Meta processa empresa para derrubar ordem de silêncio e faz novas acusações sobre a atuação da companhia


Por Yasmin Henrique

02/07/2026 às 16h05

Ex-diretora da Meta rompe silêncio e faz novas acusações contra a empresa
(Foto: reprodução/Yves Herman/REUTERS)

A ex-diretora de políticas globais do Facebook, Sarah Wynn-Williams, entrou com uma ação na Justiça dos Estados Unidos para derrubar a ordem que a impede de falar publicamente sobre o livro Careless People: A Cautionary Tale of Power, Greed, and Lost Idealism

Na ação apresentada à Corte Federal do Distrito Norte da Califórnia, ela pede a anulação da ordem de silêncio, o fim da arbitragem privada que a originou, a invalidação do acordo de confidencialidade firmado ao deixar a empresa e indenização pelos prejuízos causados pela impossibilidade de promover a obra.

Acusações da diretora

Lançado em março de 2025 e líder da lista de mais vendidos do The New York Times, o livro reúne denúncias da advogada e ex-diplomata neozelandesa, que trabalhou no Facebook entre 2011 e 2017 como diretora de políticas globais.

Principais acusações do livro

  • Afirma ter sofrido retaliação após denunciar assédio sexual contra seu então chefe, Joel Kaplan.
  • Diz que a Meta conhecia os impactos negativos de suas plataformas sobre crianças e adolescentes.
  • Alega que o Facebook colaborou com a coleta de dados de cidadãos de Hong Kong para o governo chinês.
  • Afirma que a empresa ofereceu serviços de campanha para Donald Trump e Hillary Clinton nas eleições presidenciais de 2016.
  • Sustenta que Mark Zuckerberg priorizava a expansão global da empresa acima de seus impactos sociais.

Ordem de silêncio

  • A Meta recorreu à Associação Americana de Arbitragem antes da publicação do livro.
  • A empresa alegou que Sarah descumpriu um acordo de confidencialidade firmado após sua saída.
  • A decisão não proibiu a venda da obra, mas impediu a autora de promovê-la ou comentar determinados temas publicamente.
  • O descumprimento da ordem pode resultar em multa de US$ 50 mil por entrevista, evento ou manifestação pública considerada uma violação.

Alegações da Meta

Na ação, a defesa afirma que Sarah foi submetida a uma arbitragem privada, sem juiz nem julgamento público, assinou o acordo de confidencialidade sob coação e foi monitorada pela Meta por mais de um ano para registrar possíveis violações da ordem de silêncio.

A Meta rebate dizendo que o livro contém alegações falsas e difamatórias, que a ex-diretora descumpriu o acordo de confidencialidade e que o processo busca ampliar a divulgação da obra. O caso reacendeu o debate sobre os limites desses acordos e da arbitragem privada.