Governo promete zerar fila do INSS até setembro para quem espera há mais de 45 dias
O governo quer acelerar a análise de benefícios previdenciários e reduzir o número de pedidos acumulados. A meta anunciada prevê acabar com os processos que estão há mais de 45 dias sem resposta.

O governo federal estabeleceu uma nova meta para um dos problemas que mais geram reclamações entre segurados da Previdência Social: a demora na análise de benefícios do INSS. A promessa é eliminar, até setembro, os pedidos que estão aguardando resposta há mais de 45 dias.
O anúncio foi reforçado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ocorre em meio aos esforços para reduzir o estoque de processos acumulados no instituto. Atualmente, centenas de milhares de solicitações seguem fora do prazo considerado regular de análise, envolvendo benefícios como aposentadorias, pensões e auxílios previdenciários.
O que significa “zerar a fila” do INSS?
Apesar da expressão utilizada pelo governo, a proposta não significa que todos os pedidos deixarão de existir no sistema.
Segundo o Ministério da Previdência, a meta é eliminar os requerimentos que ultrapassaram o prazo de 45 dias sem análise. Os processos mais recentes continuarão sendo recebidos normalmente e permanecerão em tramitação dentro do prazo considerado regular.
Em maio, o INSS registrava cerca de 2,2 milhões de requerimentos em andamento. Desse total, uma parcela estava dentro do prazo de análise e outra dependia de documentos ou informações adicionais dos próprios segurados. Os pedidos considerados efetivamente atrasados somavam cerca de 765 mil.
Quem está à frente da meta?
A missão de reduzir a fila passou a ser conduzida por Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira do INSS desde 2003 e atual presidente da autarquia.
Ela assumiu o cargo em abril, após a saída de Gilberto Waller, em um momento de pressão sobre o órgão devido ao volume de processos acumulados. A expectativa do governo é que a nova gestão consiga acelerar a análise dos requerimentos e reduzir os atrasos.
Durante um evento realizado em junho, Lula afirmou que recebeu da presidente do INSS o compromisso de eliminar a chamada “fila histórica” até setembro.
Como o governo pretende reduzir a espera?
Entre as medidas adotadas estão mutirões de perícias médicas, ampliação de processos digitais e ações administrativas para aumentar a capacidade de análise dos pedidos.
Os números mais recentes indicam uma redução no estoque de solicitações. Em fevereiro deste ano, a fila total chegou a aproximadamente 3,1 milhões de requerimentos. Em maio, o volume havia caído para cerca de 2,2 milhões, segundo dados divulgados pelo governo.
Além disso, o tempo médio de análise também apresentou queda nos últimos meses, o que reforça a expectativa de avanço na meta estabelecida para setembro.
O que muda para quem tem um pedido em análise?
Para os segurados, a promessa representa a possibilidade de receber uma resposta mais rápida sobre a concessão ou não do benefício solicitado.
No entanto, especialistas lembram que parte dos processos depende de documentação complementar ou correção de informações por parte do próprio cidadão. Nesses casos, a liberação não depende apenas da análise do INSS, mas também do atendimento das exigências feitas pelo órgão.
Mesmo que a meta seja alcançada, o acompanhamento do pedido continua sendo importante. Os segurados podem consultar o andamento dos processos pelo portal ou aplicativo Meu INSS, onde também são informadas eventuais pendências que possam atrasar a conclusão da análise.









