Item comum em bares e restaurantes será proibido a partir de agosto

Europa proibirá sachês plásticos em bares e restaurantes a partir de agosto, mudando hábitos e reduzindo resíduos.


Por Leticia Florenco

14/06/2026 às 12h08

Item comum em bares e restaurantes será proibido a partir de agosto

Os tradicionais sachês de açúcar servidos com o café e os pequenos pacotes de ketchup oferecidos com lanches estão com os dias contados na Europa.

A partir de 12 de agosto de 2026, bares, cafés e restaurantes dos países da União Europeia terão de abandonar embalagens plásticas individuais de uso único para servir condimentos, em uma medida que promete transformar a rotina de consumidores e empresários do setor de alimentação.

A decisão faz parte da estratégia europeia para reduzir a geração de resíduos plásticos e acelerar a transição para uma economia mais sustentável.

Embora o regulamento já esteja em vigor desde fevereiro de 2025, os estabelecimentos receberam um período de adaptação antes que a exigência passe a valer na prática.

Mudança afeta itens presentes no dia a dia

A nova regra atingirá produtos considerados comuns nas mesas de restaurantes.

Entre eles estão os sachês plásticos de açúcar e sal, além das embalagens individuais de ketchup, maionese, mostarda, azeite e outros temperos distribuídos aos clientes.

A proposta busca combater o descarte de milhões de pequenas embalagens que, devido ao tamanho reduzido e à contaminação por resíduos alimentares, raramente são recicladas de maneira eficiente.

Para especialistas, embora cada unidade pareça insignificante, o impacto ambiental gerado pelo consumo em larga escala é expressivo.

Estabelecimentos terão de se adaptar

Com o fim dos sachês plásticos, donos de bares e restaurantes precisarão investir em novas soluções para continuar oferecendo os mesmos produtos aos clientes.

Entre as alternativas previstas pela legislação estão:

  • Dispensadores recarregáveis de açúcar e sal;
  • Recipientes reutilizáveis para molhos;
  • Galheteiros de vidro ou aço inoxidável;
  • Embalagens descartáveis feitas de papel;
  • Plástico compostável certificado, autorizado apenas até 2030.

Em vários países europeus, alguns estabelecimentos já iniciaram essa transição antes mesmo do prazo oficial.

Higiene gera debate entre consumidores

A substituição das embalagens individuais também abriu espaço para discussões sobre segurança alimentar.

Muitos consumidores questionam se recipientes compartilhados oferecem o mesmo nível de proteção sanitária dos sachês lacrados.

Diante dessa preocupação, a legislação mantém exigências rigorosas relacionadas à limpeza, higienização e manutenção dos dispensadores utilizados pelos estabelecimentos.

Além disso, hospitais, clínicas e centros de saúde ficarão de fora da proibição, já que, nesses ambientes, a integridade das embalagens individuais é considerada essencial para a proteção dos pacientes.

Custos e desafios para o setor

A mudança representa um desafio operacional, principalmente para pequenos negócios.

A compra de novos equipamentos, o treinamento das equipes e a adoção de protocolos mais rígidos de limpeza podem elevar os custos no curto prazo.

Por outro lado, empresários avaliam que a redução na compra contínua de embalagens descartáveis poderá gerar economia ao longo dos anos, além de fortalecer a imagem sustentável das empresas diante de consumidores cada vez mais atentos às práticas ambientais.

Regras ficarão ainda mais rígidas

A proibição dos sachês plásticos não será a etapa final das mudanças previstas pela União Europeia.

O bloco já estabeleceu que, a partir de 2030, até mesmo os plásticos compostáveis certificados deixarão de ser permitidos nesses casos.

A meta é incentivar o uso exclusivo de soluções reutilizáveis ou totalmente recicláveis, reduzindo gradualmente a presença de materiais descartáveis no setor de alimentação.