PF prende dono do Banco Master e BC liquida instituição após suspeita de fraude

Operação Compliance Zero investiga emissão de créditos falsos vendidos ao BRB


Por Estadão Conteúdo

18/11/2025 às 09h32

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Banco Master é investigado por fabricação de carteiras falsas de créditos vendidas ao BRB (Foto: Divulgação Banco Master)

A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (18), o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no âmbito de uma operação que apura suspeitas de crimes relacionados à venda de ativos da instituição ao Banco de Brasília (BRB). A ação ocorreu poucas horas após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Master, medida tomada menos de um dia depois de o Grupo Fictor manifestar interesse em adquirir o banco.

A deflagração da operação — chamada de Compliance Zero — foi antecipada depois que a PF identificou que Vorcaro tentava sair do país na noite de segunda-feira (17). O empresário foi abordado no Aeroporto de Guarulhos, por volta das 22h, quando se preparava para embarcar em um jatinho particular. Ele foi levado para a Superintendência da PF em São Paulo.

Na manhã desta terça-feira, agentes cumpriram cinco mandados de prisão preventiva, dois temporários e 25 de busca e apreensão. Entre os presos está também Augusto Lima, sócio do Master. Diretórios e dirigentes do banco foram alvos de mandados judiciais. As defesas dos investigados ainda não se manifestaram.

Segundo a PF, há indícios de que o Banco Master fabricou carteiras falsas de crédito vendidas ao BRB. Após fiscalização do Banco Central, esses títulos teriam sido substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. A investigação apura possíveis crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.

O Banco Central já havia reprovado, em setembro, a proposta de aquisição de uma participação do Master pelo BRB, após cinco meses de análise. Um dos pontos que pesou na decisão foi o risco de contaminação do banco público por ativos considerados problemáticos. Para especialistas, a operação financeira era interpretada como um movimento de socorro ao Master.

Com a liquidação extrajudicial decretada nesta terça, a instituição deixa de operar e passa a ter seus ativos administrados por um liquidante nomeado pelo BC. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) poderá ser acionado para ressarcimento de valores até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. A medida ocorre quando a insolvência é considerada irreversível ou quando há graves infrações às normas do sistema financeiro.

Liquidação x intervenção

A liquidação difere da intervenção, outro mecanismo de resolução disponível ao Banco Central. Enquanto a liquidação encerra definitivamente as operações do banco, a intervenção é adotada quando ainda há perspectiva de recuperação, com gestão assumida temporariamente por um interventor. Caso o processo não evolua, a intervenção pode resultar em liquidação ou falência.

O processo envolvendo o Master encerra um ciclo de expansão marcado por captação de recursos a juros elevados e aquisição de ativos de baixa liquidez, como empresas em dificuldades e direitos creditórios. Sem oferta de compra aprovada e diante da incapacidade de honrar compromissos, o Banco Central optou pela medida mais extrema prevista na legislação.

Comunicado do Banco Master

No site oficial do Banco Master, um comunicado informa que:

“Consórcio liderado pela Fictor Holding Financeira protocolou, junto ao Banco Central do Brasil, pedido de autorização para aquisição do Banco Master S.A.

A proposta inclui a participação robusta de investidores dos Emirados Árabes Unidos.

Até a conclusão do processo regulatório, todas as operações seguem inalteradas.

Nossos produtos, serviços, canais de atendimento e demais soluções continuam funcionando normalmente.”

*Texto com informações do Estadão Conteúdo, reescrito com o auxílio do Chat GPT, e revisado por nossa equipe

Resumo desta notícia gerado por IA

  • O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master após suspeitas de irregularidades.
  • A Polícia Federal prendeu o dono do banco, Daniel Vorcaro, que tentou fugir do país em um jatinho.
  • A operação investiga a emissão de carteiras falsas de crédito vendidas ao BRB.
  • A liquidação encerra as atividades do Master e aciona o FGC para proteção de correntistas e investidores.