Os pés pelas mãos
Kaká, a ‘novidade’
Cada dia mais envolvido com a cobertura do processo eleitoral juiz-forano, confesso que os cadernos de esporte não têm recebido a devida atenção quando abro um jornal impresso ou recorro aos veículos virtuais. Por ora, não são mais a primeira opção, como sempre aconteceu desde a infância. Mesmo assim, sempre há tempo para correr os olhos nas manchetes do dia. Imagine, então, qual foi minha surpresa quando li que Kaká foi a grande novidade da convocação – mais uma – da Seleção de Mano Menezes.
Sinceramente, não sei se o erro foi do jornalista ou de Mano. Kaká foi novidade há dez anos, na Copa de 2002. Hoje, não passa de um refrão de rima pobre, agarrada na ranhura de um vinil de mau gosto. Ou, então, de um último ato desesperado do treinador, do qual sou um dos únicos defensores vivos.
Não há espaço para o meia no selecionado nacional. Na posição em que atua, Oscar é o nome da vez e precisa jogar mais para ganhar intimidade com a amarelinha. Vale lembrar que o Kaká teve sua grande chance na Seleção desempenhando a função na Copa de 2010. Foi a maior decepção brasileira na África do Sul. Não jogou nada, e de lá para cá repetiu a toada, não convencendo nem ao lado de Cristiano Ronaldo e companhia. Marcou três gols em amistoso contra o pobre Milionários, da Colômbia. Isso não justifica a convocação. Não vale nem música na piada repetitiva do Fantástico.
Mano parece perdido. Não sabe se renova a equipe, ou se aposta em medalhões para ter um time de momento, na tentativa de silenciar os críticos. É preciso definir um norte. Nesse momento, o melhor horizonte é definir uma base renovada. Treiná-la de forma exaustiva. Que eu queime a língua, mas, por ora, Kaká é retrocesso.









