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Papo de Gandula: Parabéns e obrigado, Toledinho!


Por Wallace Mattos

03/07/2012 às 07h00

Caros a caras, no último domingo, um dos grandes ícones de todos os tempos do Tupi fez 80 anos. O dia 1º de julho de 1932 é a data de nascimento de Moacir Toledo, o Toledinho, ídolo da história centenária do Carijó. Com uma vida de serviços prestados ao clube, ele é uma das referências do mítico Fantasma do Mineirão, campeão diversas vezes vestindo alvinegro, além de ser atleta integrante das seleções juiz-forana e mineira quando em atividade. Espantou até mesmo Pelé.

Destro que jogava pela ponta esquerda, Toledinho mostrava em sua posição e em campo o espírito inquieto. Quem atuou a seu lado atesta que era tão veloz e habilidoso quanto tinha talento para provocar adversários e grandes confusões em campo. Por isso, a história que escolhi para homenagear esse craque não é de uma grande conquista ou da série de jogos que criou a lendária história do Fantasma.

O ano era 1989, e Tupi e Atlético-MG jogavam no Salles Oliveira pelo octogonal final do Campeonato Mineiro. Depois de fazer 2 a 0, o Carijó teve dois jogadores expulsos, e o time da capital chegou ao empate. Pressionando, os belorizontinos acharam uma brecha na defesa dos donos da casa, e o zagueiro Luizinho avançou em velocidade pela ponta direita. Quando levantou a cabeça para cruzar para um companheiro melhor colocado, que fatalmente faria o gol, o inesperado aconteceu: Toledinho, então administrador do estádio, invadiu o campo, dividiu a bola com o atleticano e evitou o lance. Grande confusão se formou, o craque invasor foi retirado de campo, mas o Atlético ainda fez 2 a 2.

Contando essa história, Toledo sempre faz questão de dizer que tinha que fazer alguma coisa naquela hora. Encarna assim o espírito que deve sempre nortear os bons carijós: quando o Tupi precisa, eles têm de agir para o bem do clube. Parabéns, Toledinho, e obrigado por tudo que fez sempre pelo nosso Galo!

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A derrota do Tupi no sábado, por 2 a 0, para o Duque de Caxias, em casa, preocupa. Menos pelo resultado em si e mais pela maneira como aconteceu. Claro, essa é só a primeira rodada do grupo B da Série C e acredito que o Carijó tenha qualidade para se recuperar em uma competição na qual há outras 17 partidas só na primeira fase.

O que me chamou atenção negativamente foi o jeito como o jogo se encaminhou para o lado do adversário. No primeiro tempo, o Tupi se apoiou na velocidade e teve pouco poder de articulação no meio. Assim que o Duque passou a jogar com três zagueiros, as boas saídas do Carijó pararam de acontecer e a equipe pareceu sem forças para se livrar da marcação.

Na segunda etapa, o visitante continuou anulando as principais peças do dono da casa até com certa facilidade e se animou em sair para tentar marcar. Acabou fazendo dois e teve outras chances. A minha preocupação veio do fato de eu não ter visto no sábado ninguém tentar algo diferente em campo para, pelo menos, cair lutando.

Faltaram coisas que não podem faltar em um time como o Tupi: sangue nos olhos e atitude. É bom que se consiga resgatar – através do esforço conjunto de diretoria, comissão técnica e atletas – esses elementos, sob pena de o torcedor juiz-forano ter que testemunhar o Alvinegro lutando nas posições intermediárias ou até mesmo para não cair.