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Trabalhadores param hoje e protestam em JF


Por Tribuna

11/07/2013 às 07h00

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Centrais sindicais e centenas de organizações de trabalhadores, movimentos sociais e partidos de esquerda celebram nesta quinta-feira (11) o Dia Nacional de Luta, que marca a entrada organizada dos trabalhadores nas manifestações que, desde junho, tomam conta do Brasil. A principal ação marcada para esta quinta é a paralisação total ou parcial de diversas classes de trabalhadores, tratada como "greve geral". Em Juiz de Fora, além de interromper atividades, os trabalhadores de vários setores têm uma extensa lista de reivindicações (ver quadro). Eles realizam ato público no Parque Halfeld, a partir das 14h30. Em nível local, são esperadas paralisações de bancários, professores, servidores federais, técnicos da UFJF, metalúrgicos, operários da indústria têxtil, funcionários dos Correios e trabalhadores da construção civil. Já o setor de transporte público mantém funcionamento, assim como as repartições municipais.

O dia também será marcado por audiência pública na Câmara Municipal de Juiz de Fora, às 15h, reunindo vereadores, especialistas em trânsito, profissionais da Prefeitura, manifestantes do movimento "Junta Brasil" e representantes de entidades de esquerda. O objetivo é discutir a qualidade e o preço da tarifa de ônibus na cidade. Os trabalhadores reunidos no Parque Halfeld acompanharão a audiência por meio de telão e sistema de som instalado pela Câmara. Após a audiência, eles se unirão a estudantes e manifestantes do "Junta Brasil" para realizar passeata pelo Centro.

Nesta quarta, representantes de sindicatos e centrais sindicais convocaram entrevista com a imprensa, no Sindicato dos Professores (Sinpro-JF), para dar esclarecimentos sobre as manifestações e paralisações. Entre as centrais sindicais, estiveram representadas a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central Sindical e Popular (CSP – Conlutas) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Segundo os representantes Oleg Abramov (CUT), José Luiz de Oliveira (CTB) e Eleandro Ferreira (CSP-Conlutas), a mobilização da classe trabalhadora em Juiz de Fora segue a pauta das reivindicações nacionais, exigindo redução da jornada de trabalho, fim das terceirizações no serviço público, fim do fator previdenciário e aumento na verba destinada pelo Governo a setores básicos, como saúde e educação.

Também serão levadas às ruas discussões locais e pautas específicas de cada classe trabalhadora. A principal exigência dos manifestantes é a redução imediata da tarifa do transporte público. Será criticada a transferência da administração do futuro Hospital Regional da Zona da Mata para obras sociais, iniciativa que as entidades de esquerda consideram "privatização" da saúde. Outra demanda é por melhorias no Departamento de Saúde do Trabalhador (DSAT) da cidade, cujo atendimento estaria sucateado.

Entre as lutas específicas de cada classe, o repúdio às terceirizações é forte entre metalúrgicos, bancários e servidores públicos. Entre os professores municipais e estaduais, prevalece o pedido do cumprimento do piso salarial da classe, não contemplado tanto pela Prefeitura quanto pelo Governo estadual.

 

Pelo Brasil

Em todo o país, são esperadas paralisações e manifestações. Em São Paulo, deve haver a maior mobilização, com manifestações ocupando as marginais Pinheiros e Tietê, a Avenida Paulista e a Radial Leste. Em Belo Horizonte, 30 mil pessoas devem ocupar a Praça Sete e policiais civis encaminharão, ao governador Antonio Anastasia (PSDB), um conjunto de reivindicações das categorias. No Rio de Janeiro, trabalhadores devem se reunir na Cinelândia.