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Greve completa 14 dias


Por Tribuna

04/04/2013 às 07h00

A greve dos funcionários da Justiça de Minas Gerais completa hoje 14 dias sem avanços. Em assembleia realizada ontem, com mais de mil servidores, em Belo Horizonte, a categoria decidiu manter a paralisação por tempo indeterminado. Segundo o diretor regional do Sindicato dos Servidores da Justiça de Minas Gerais (Serjusmig), Amaury Debussi, em respeito à legislação, o trabalho está sendo mantido por cerca de 30% do efetivo em esquema de plantão. Estamos atuando apenas em medidas urgentes, como alvarás de soltura, mandatos de internação e de fornecimento de remédios, explica. Uma manifestação está agendada para hoje, em frente ao Fórum Benjamin Colucci, e uma nova assembleia deve acontecer na próxima terça-feira.

No total, cerca de 400 funcionários estão em greve em Juiz de Fora, entre escrivãos, escreventes e oficiais de Justiça. Além de correções salariais, a categoria reivindica adoção de gratificação por atividade de chefia, promoções verticais, repasse do reajuste escalonado negociado em 2011 e melhores condições de trabalho e segurança. O presidente da OAB/JF, Denilson Clozato, declarou apoio à paralisação e pediu medidas urgentes ao Tribunal de Justiça de Minas. Devido a greve, os advogados da cidade estão tendo problemas com a liberação de seus alvarás, considerados verba alimentícia, e a população toda acaba saindo prejudicada porque os processos não estão sendo feitos nos trâmites previstos.

Aprovação de salários

Durante reunião na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado Rogério Correia (PT) afirmou que a verba para o reajuste escalonado dos vencimentos dos servidores foi concedida na votação do orçamento de Minas ano passado, algo que não ocorreu na prática. O discurso foi feito após aprovação de dois projetos de lei que definem os subsídios dos membros do TJMG e do Ministério Público até 2015. Para os desembargadores, o valor previsto é de R$ 25.323. O projeto prevê os mesmos subsídios para os procuradores. As matérias seguem agora para a sanção do Governo.