Petista quer audiência sobre a dívida da PJF
Desde a última quarta-feira, durante a aprovação da mensagem do Executivo que doa terreno para a Brafer Construções Metálicas S/A, a Câmara se transformou um barril de pólvora. Na reunião de ontem, o vereador Wanderson Castelar (PT) tratou de acender o pavio ao declarar guerra ao Governo do prefeito Bruno Siqueira (PMDB). Logo na abertura da sessão, ele prometeu dificultar a tramitação das matérias de interesse da Administração. Como presidente de comissão (de Segurança Pública) não darei nenhum parecer conjunto ou antes do decurso do prazo regimental. Mesmo que diga respeito a assunto de interesse coletivo. O parlamentar ainda prometeu dar entrada hoje com um pedido de audiência pública para discutir a dívida do município, de R$ 38 milhões, propondo uma acareação entre o atual secretário de Fazenda, Fúlvio Albertoni, e seu antecessor na pasta durante a gestão de Custódio Mattos (PSDB), Lúcio Sá Fortes.
Avesso às polêmicas, Bruno fez menção velada à postura do petista durante discurso em solenidade na Arcelor Mittal. O prefeito classificou como importante a instalação da Brafer, mesmo que existam posições contrárias. O presidente da Câmara, Julio Gasparette (PMDB), foi outro alvo das declarações do petista, que insinuou imparcialidade na condução da Mesa Diretora da Casa. O peemedebista rechaçou as acusações e pediu respeito. Não vejo partidos, vejo vereadores. Vossa Excelência não está em primeiro mandato. Temos que dar exemplo. Ontem (quarta), tinha vereador assustado por que vossa Excelência queria me agredir, disparou Gasparette, lembrando a reunião de quarta, que terminou em clima pouco amistoso, com Castelar sendo contido por assessores.
Integrante do grupo de oposição ao lado de Roberto Cupolillo (PT), Castelar justificou a radicalização pelo que classificou como desrespeito aos vereadores petistas na reunião anterior. A bancada do PT foi desrespeitada com duas negativas de pedido de vista. Estamos em guerra contra a atual Administração. Na quarta-feira, numa atitude incomum na Câmara, o líder do Governo, Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC), solicitou aos pares a derrubada dos pedidos de vista de Castelar e Betão, que pretendiam adiar a votação sobre a Brafer. Pardal alegou que já havia um acordo para aprovação da matéria, mas Castelar rechaçou qualquer entendimento prévio. Ontem, o petista ameaçou trabalhar para destituir Pardal da liderança do Governo.
Não podemos pensar pequeno. Não vou entrar no mérito da conversa que tivemos ontem (quarta). Peço que se desarme e que nosso trabalho seja voltado para a busca de melhorias para a cidade. Se levantou a bandeira de guerra, a minha é de paz, rebateu Pardal, numa tentativa de acalmar ânimos. Mas o embate ainda se arrastou entre os vereadores até a intervenção de Ana Rossignoli (PDT), cobrando o início das votações. Esta discussão já está se tornando uma perda de tempo.









