Professores da rede municipal mantêm greve

Docentes fizeram mais uma manifestação nesta 3ª
Apesar de não rejeitar o termo de conciliação firmado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), os professores da rede municipal votaram pela manutenção do movimento de greve, que completa 20 dias nesta quarta-feira (15). A deliberação deve estender a mobilização pelo menos até esta quinta, quando uma nova assembleia está agendada. Segundo o Sindicato dos Professores (Sinpro), o corpo jurídico da entidade irá comunicar a decisão da categoria ao desembargador Barros Levenhagem, que conduziu a sessão conciliatória com a Prefeitura realizada na última segunda-feira.
O comunicado ficou estabelecido no encontro realizado em Belo Horizonte, já que o TJMG avalia uma ação civil pública movida pela PJF, questionando a legalidade do movimento dos docentes. A decisão tirada nesta terça é dar à comissão de negociação dos professores um tempo extra para buscar arranjos em alguns itens firmados no termo de conciliação. A intenção é trabalhar um novo exercício com o Executivo em busca de um denominador comum, que não prejudique os custos já estipulados pelos entendimentos feitos em Belo Horizonte. Na tentativa de aparar arestas, PJF e professores fazem nova reunião nesta quarta-feira.
Os principais pontos do conjunto de proposições, entretanto, dificilmente sofrerão alterações. Entre eles, estão a redução do módulo-aula em cinco minutos a partir de 31 de julho; a implementação definitiva da carga horária estabelecida pela Lei do Piso, que determina que um terço da jornada dos professores seja destinado a atividades extraclasses, em 2014; e o reajuste de 6,5% a partir de maio. Deste percentual, 4,63% será retroativo a janeiro. A diferença devida referente aos primeiros meses do ano será paga de forma escalonada, até o dia 20 de janeiro do ano que vem.
Nesta terça-feira, a PJF também teve rodada de negociação com Sindicato dos Servidores Públicos (Sinserpu) que representa diversas categorias do funcionalismo municipal. Em nota, o Executivo afirmou que sua proposta é dar "a recomposição prevista no orçamento e um acréscimo para atingir o valor do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 6,5%, a partir de maio deste ano".









