Diário de bordo
Veneza e suas ruas de rio
Fazer uma viagem à Europa requer muito planejamento e organização. Não é um destino corriqueiro, e, por isso, qualquer tempo perdido representa desperdícios. Uma das cidades do nosso roteiro foi Veneza, localizada no Norte da Itália e rodeada por canais. As ruas pavimentadas são inexistentes. Os únicos meios de transporte entre as ilhotas são os barcos e os vaporetos. A cidade está às margens do Mar Adriático e é circundada por mais de cem ilhas, cada uma delas com construções que impressionam nosso olhar e nos fazem lembrar que estamos chegando a um museu ao ar livre.
Ir a Veneza significa fazer o passeio de gôndola, que dura em torno de 40 minutos, e o turista pode escolher um tour privativo ou coletivo, envolvendo vários canais cortados por pontes ricamente projetadas. Durante o trajeto, somos agraciados com champanhe e, claro, acompanhados por um típico cantor italiano que entoa canções tradicionais do país. As pontes também possuem sua história ou lenda. A mais famosa é atribuída à Ponte dos Suspiros. Historiadores contam que, antigamente, por ela dar acesso à prisão, os condenados suspiravam ao saber que deixariam o mundo dos livres.
Veneza estava tomada por turistas, o que significa filas e mais filas nos principais pontos. Sugiro escolher o mais importante e encarar. A Basílica de San Marco com sua arquitetura bizantina vale a pena. Um detalhe que chamou a atenção foi a redução do número de pombos na área em frente à Piazza San Marco. Antes, aos milhares (registrados em filmes e novelas), agora, algumas dezenas circulam por lá. Norma das autoridades locais que proíbem turistas alimentarem as aves.
Para quem pensa em comprar as famosas máscaras venezianas, o ideal é procurar artesãos que as criam em suas próprias lojas, pois verificamos que algumas foram invadidas pelos materiais chineses, cópias mais baratas e de gosto duvidoso. O mesmo acontece com os cristais de Murano, tradicionais peças de vidro da região, com valores abaixo aos praticados pelos estabelecimentos oficiais.
O passeio termina em um café às margens do Grande Canal com o pôr do sol. Um encanto. Espero poder voltar e apreciar as outras dezenas de museus, canais e galerias neste lugar considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.









