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Diário de bordo


Por KARLA MASINI farmacêutica

24/10/2012 às 08h00

Nossa aventura começa numa D20 de Jijoca a Jericoacoara, no Ceará: 15 pessoas sacolejadas num tratamento de beleza inédito, cortesia do sô Sebastião: músculos tonificados, peeling facial e novo visual no melhor estilo Vanessa da Mata!

Um mar de dunas brancas, salpicadas aqui e ali por uma vegetação bem verdinha, alimento farto para cabritos e bois que pastam tranquilos enquanto passamos. Quando menos se espera, surge uma vegetação que cresce exuberante, e podemos ver telhas vermelhas e uma beiradinha de mar: chegamos!

Cidade sem postes, a energia é toda distribuída por tubulação subterrânea. Ruas de areia onde os únicos carros que circulam são as D20 que deixam os visitantes em seus destinos ou os bugres que oferecem passeios por todo parque.

E o mar? Lindo e gigante…. preguiçoso! Aqui só o vento corre forte e bagunça tudo, como criança alegre. Restaurantes não faltam: para todos os bolsos e gostos, e a simpatia dos atendentes abre o apetite. Que perigo! Dá vontade de se esquecer da vida e não sair daqui nunca mais.

Pela manhã, a cidade ferve para logo depois entrar em letargia. Quase todos saem para longas caminhadas e aventuras entre dunas e lagoas de água doce. Resta um ou outro mais preguiçoso que resolve deixar o tempo passar ainda mais devagar, afinal… para que pressa? À tardinha, todos retornam e se concentram na beira-mar para ver a maravilha que é o sol mergulhar no mar: um momento de paz e profundo silêncio, reverência ao que foi, ao que é e ao que está por vir.

Aos poucos, a cidade vai ganhando a luz da noite. É nesse brilho que começa a capoeira, roda de energia poderosa com canções, expressões e impressões, cultura e história. E a noite está só começando. Peles e roupas coloridas, sorrisos largos nos rostos unem povos completamente diferentes. Um restaurante aqui, outro lá, lanternas mágicas, luz de velas em meio ao areal, muita música – e das boas – feita por gente feliz.

À meia-noite, alguns já se recolheram, preparando-se para o dia seguinte. Outros se entregam ao legítimo forró pé-de-serra, ritmo de mar e calor de sol, para bem depois terminar a noite na padaria Santo Antônio, que só abre às 2h. Jeri então é assim: mãe que a todos abraça e aconchega; é da boemia e também do dia, do esporte, da gastronomia e de tudo o mais que você sonhar e puder alcançar, afinal o limite está lá onde o sol se encontra com o mar.