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Festa em cena


Por RAPHAELA RAMOS

06/09/2012 às 07h00

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A ideia nasceu como uma possibilidade de encontro. Quase uma festa. Ao final de cada dia, após os espetáculos, para onde iriam os artistas locais e de fora? O diretor Marcos Marinho e a atriz Gabriela Machado deram a solução. Imaginaram um evento paralelo, que vem acompanhando todas as edições do Festival Nacional de Teatro, organizado pela Funalfa. Para atores, bailarinos e outros criadores, porém, é quase impossível se reunir sem oferecer aos pares pelo menos uma pitada de sua arte. Assim tomou forma a Mostra de Curtas Performances, há seis anos produzida no Mezcla. Segundo Marinho, a proposta busca estabelecer vínculos e ampliar o compartilhamento de experiências e pensamentos. "Além disso, é uma maneira de exibir aos visitantes um pouco mais das manifestações da cidade." Dessa vez, as apresentações de teatro, circo, dança e poesia acontecem na quinta e na sexta, a partir das 23h.

Curiosamente, os juiz-foranos têm sido minoria, embora prestigiem a mostra. Marinho explica que as trupes participantes da competição do festival acabam trazendo trabalhos extras e se tornam "fregueses". O Grupo Zibaldoni, de Ribeirão Preto (SP), que recebeu o prêmio de melhor espetáculo infantil em 2011 com "Gran Circo Internazionale e a saga dos heróis desconhecidos", já esteve no tablado do Mezcla e, agora, volta com outros números de palhaço e nova integrante: La Loka, uma bateria feita de panelas velhas.

De acordo com o idealizador, os cariocas têm marcado presença ao longo dos anos. Dessa vez, estão na programação o Grupo Multifoco, com "Artigo 5º" e "Cidade solidão", e a Cia. Cinequanon, com "O ego perdido". De Belo Horizonte, virão as performances "Monólogo de um talvez artista", do Grupo Garabateios, e "Medeia, de Leandro e Leonardo", da Sofisticada Companhia. Ao todo, 14 cenas compõem a programação. Nesta edição, entretanto, os representantes da casa assinam a maior parte das produções: oito. Entre elas, estão experiências já conhecidas – "Como descascar cebolas sem chorar", de Lívia Gomes, segundo lugar no 3º Festival de Cenas Curtas, e "Mineirices Gerais", do Grupo Etc & Tal – e outras inéditas, como "Tragédia moderna em 1 ato", com atuação e dramaturgia de Edmárcia Andrade. "Essa é uma chance preciosa para testar ideias", avalia Edmárcia. Na opinião de Marinho, tudo depende do artista. "A partir da mostra podem surgir montagens e outros projetos. As portas estão abertas, mas o caminho depende de cada um."

 

Durante as seis edições de noites regadas a arte e conversas, algumas aparições se destacaram. Marcos Marinho enumera alguns nomes que aparecem em todos os programas: o ator Marcus Amaral, o bailarino Marcus Vinícius, a atriz Carú Rezende e a Companhia Inércia Zero. O idealizador também cita a incursão de Edmárcia Andrade de 2010, "Valsa nº 6". "Foi uma das mais aplaudidas." Outro exemplo marcante do mesmo ano é o número de faquir da carioca Lili Castro. "Enquanto andava sobre cacos de vidro, ela contava sua vida. Foi emocionante", comenta Marinho.

No ano passado, um malabarista peruano de um circo que estava na cidade surgiu no evento e pediu para participar. Acabou surpreendendo o público. O organizador avalia: "ele mostrou uma arte bem realizada e elegante". Também causou impacto a performance "Anunciação", de João Paulo Gross (hoje bailarino da Quasar Cia. de Dança) e Aline Teixeira, que dançaram sobre um monte de gelo em 2008. Marinho relembra, ainda, a atuação de Marcus Amaral em "Meu tio, iauaretê", na quinta mostra. "Ele acabou seguindo em frente com esse trabalho, o levando para festivais." Confira a programação completa da 6ª Mostra de Curtas Performances no site da Tribuna (www.tribunademinas.com.br). Neste ano, o projeto está entre os 11 programas do Mezcla contemplados pelo Procultura, do Ministério da Cultura (MinC).

 

Bons momentos

 

Durante as seis edições de noites regadas a arte e conversas, algumas aparições se destacaram. Marcos Marinho enumera alguns nomes que aparecem em todos os programas: o ator Marcus Amaral, o bailarino Marcus Vinícius, a atriz Carú Rezende e a Companhia Inércia Zero. O idealizador também cita a incursão de Edmárcia Andrade de 2010, "Valsa nº 6". "Foi uma das mais aplaudidas." Outro exemplo marcante do mesmo ano é o número de faquir da carioca Lili Castro. "Enquanto andava sobre cacos de vidro, ela contava sua vida. Foi emocionante", comenta Marinho.
 

No ano passado, um malabarista peruano de um circo que estava na cidade surgiu no evento e pediu para participar. Acabou surpreendendo o público. O organizador avalia: "ele mostrou uma arte bem realizada e elegante". Também causou impacto a performance "Anunciação", de João Paulo Gross (hoje bailarino da Quasar Cia. de Dança) e Aline Teixeira, que dançaram sobre um monte de gelo em 2008. Marinho relembra, ainda, a atuação de Marcus Amaral em "Meu tio, iauaretê", na quinta mostra. "Ele acabou seguindo em frente com esse trabalho, o levando para festivais." Confira a programação completa da 6ª Mostra de Curtas Performances no site da Tribuna (www.tribunademinas.com.br). Neste ano, o projeto está entre os 11 programas do Mezcla contemplados pelo Procultura, do Ministério da Cultura (MinC).