Encontro de compositores

Matilda iniciou gravação de Patuá em Maio
Impulsionados pela bateria de encontros de composições autorais, promovida mensalmente na cidade, o cantor Dudu Costa e a banda Matilda estão prestes a lançar, cada um, o primeiro CD. Da Matilda, Juliana Stanzani (voz e percussão), Amanda Martins (flauta, percussão e voz), Bia Nascimento (violão, voz e percussão) e Fabrícia Valle (percussão e voz) começaram a gravar em maio deste ano, mas informam que a pré-produção começou no segundo semestre de 2011. Com 15 faixas, o disco de estreia, intitulado "Patuá", está previsto para sair do forno em novembro. Já Dudu – que inclusive assina a canção "Amor de mar" (com a Ester Aguilar) para o álbum da Matilda -, após dois anos de gravação, aguarda para lançar as 11 autorais do CD, "Império de sal", no próximo dia 17 de agosto.
"O disco é majoritariamente autoral", anuncia Juliana Stanzani, ao citar as duas cedidas para o trabalho. Além de "Amor de mar", o disco traz uma releitura do folclore mexicano, "La llorona" (domínio público). O resto são autorais delas e em parcerias com Cris Aflalo e Roger Resende. ‘É uma grande e linda confusão", insinua Juliana. Sobre a faixa-título, assinada por Fabrícia, Bia e Amanda, a vocalista ressalta: "Ela tem temática ingênua, fala de fé, simplicidade, tradição, regionalismo, a musicalidade em si".
"Estamos no meio do turbilhão do processo de produção, e aqui tudo pode acontecer", brinca Juliana, contando parte dos bastidores de "Patuá", gravado no Caraíva Estúdio. "Uma faixa está ‘pronta’, apesar de não mixada ainda, é a primeira do disco, há uma segunda a caminho de ficar no ‘quase pronta’ também, já que a ideia sonora consistente do disco só vai se apresentar de fato depois da mixagem", diz, sem adiantar detalhes. Com uma rotina de gravar durante três vezes por semana, elas contam ainda com a participação de Gladston Vieira (bateria) e Lula Ricardo (baixo), além de outros instrumentistas – ainda não definidos – comandando instrumentos como piano, sopros, viola e cavaquinho.
O lançamento de "Patuá" está previsto para acontecer no Pró-Música, por meio do programa "Terças musicais", mas a data ainda não foi agendada. "Temos muito carinho por ele, mas eu, particularmente acho que o definitivo ‘tá’ lá na frente, quando o disco estiver pronto", afirma Juliana, destacando a atuação do produtor Gustavo Lira e a busca de recursos para completar a verba viabilizada pela Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura.
História de pescador
Em dois anos de pré-produção, elaboração de arranjos, ensaios e gravações, o compositor Dudu Costa não tirou o mar da cabeça. O resultado é o CD "Império de sal", cuja faixa-título conta a história de um pescador que vai ao mar todos os dias ainda antes do amanhecer. "E ele sempre promete a sua amada que vai voltar a salvo dos perigos marítimos. O que consola a mulher deste pescador é saber que o corpo dela é o verdadeiro mar do seu amado", discorre Dudu, sobre o fruto de sua parceria com Daniel Lovisi e o predomínio das imagens marítimas nas letras das canções escolhidas para o primeiro trabalho fonográfico.
Executado no Navi Studio, o disco, 100% autoral, também foi beneficiado pela Lei Murilo Mendes. Dudu contou com parceiros como Roger Resende, Lucas Soares, Arnaldo Huff e Duty Botti para prestar suas homenagens líricas e sonoras às terras mineiras, como vem na faixa "Janela do céu" (com Wesley Carvalho), feita em Tiradentes, após uma viagem do compositor ao Parque Estadual de Ibitipoca e a São João del Rei.
Uma das grandes surpresas do álbum, como Dudu Costa adianta, se encontra na música "Nossa canção", em parceria com o violonista Daniel Lovisi e participação da filha de Dudu com a cantora Lara Linhalis, Elis Linhalis Costa, na época com 7 meses. "Um álbum cheio de intensidade, mares, rios e montanhas, produzido com muita poesia e sofisticada musicalidade", finaliza o músico.









