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Vazamento de esgoto preocupa na Zona Norte


Por Tribuna

04/03/2017 às 07h00

(Foto: Ana Emília Fernandes)
(Foto: Ana Emília Fernandes)

O Residencial Miguel Marinho, pertencente ao programa de habitação do Governo federal, Minha Casa Minha Vida, no Bairro Ponte Preta, Zona Norte, voltou a apresentar problemas estruturais. A situação tem interferido na vida de moradores que residem no entorno do loteamento. Os proprietários afirmam que as tubulações de esgoto do residencial não estão comportando o volume de dejetos, o que provoca vazamentos e coloca em risco a saúde dos moradores.

O flagrante mostra uma água turva escorrendo na parte inferior da área onde os prédios foram construídos. O que chama a atenção dos moradores de terrenos nesta área é que este vazamento tem atravessado uma estrada de terra que dá acesso aos sítios e às casas, obrigando as pessoas a transitarem sobre a água contaminada. Segundo eles, o esgoto ainda estaria caindo em um riacho que passa por dentro destas propriedades, desembocando no Rio Paraibuna.

Filha de um destes proprietários, a pedagoga Míriam Lopes, disse à Tribuna que, desde a entrega do residencial, em dezembro de 2012, problemas com vazamentos de esgoto têm sido crônicos. “Este é novo e muito mais grave, pois tem levado prejuízo a quem está fora do condomínio, além da convivência com o mau cheiro e o lixo. Há pessoas que criam animais nestas casas, e eles acabam consumindo a água deste riacho. Tememos por problemas de saúde e ambientais”, destaca. Ela comenta, ainda, que o esgoto tem encharcado o solo, trazendo riscos de desmoronamento. Na tentativa de solucionar o problema, na última quinta-feira (2), o pai da pedagoga construiu uma valeta para que a água não acumule na estrada e escoe para o local, evitando maiores problemas.

Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora, por meio de sua assessoria de comunicação, disse que vai encaminhar uma equipe da Cesama para avaliar a situação do esgoto no local neste final de semana. Ainda de acordo com a assessoria, a responsabilidade é do loteador. Já a Caixa informou que o local não é considerado um condomínio fechado, sendo os prédios independentes não cercados por muros, por isso a responsabilidade é do Poder Público municipal.