Passeio celeste
“Foi horrível e poderia ter sido pior”. As palavras do goleiro Gideão após o apito final resumem a nova má atuação carijó no Campeonato Mineiro. Sob vaias de aproximadamente metade dos torcedores presentes no Estádio Municipal na tarde deste sábado (11), o Tupi foi goleado pelo Cruzeiro por 4 a 0. Os gols foram marcados por Rafael Sóbis (2), Léo e Robinho. Com a derrota, o Galo, que ainda não marcou no torneio, caiu para a 10ª posição, com apenas um ponto somado. Já a Raposa alcançou a liderança com 100% de aproveitamento em três rodadas.

Pré-jogo
Diferentemente do que acontecia nos jogos do Tupi, os torcedores presentes, em maior número e quase divididos entre os setores dos donos da casa e visitantes, levantaram-se na arquibancada antes mesmo do apito inicial, com amistosas brincadeiras entre os mascotes dos times.
Como antecipado pela Tribuna, o Galo iniciou partida com Gideão; Euller, Elivélton, Edmário e Bruno Santos; Marcel e Bonilha; Carlos Júnior, Juninho e Flávio Caça-Rato; Matheus Pato. Do lado celeste os selecionados foram Rafael; Ezequiel, Leo, Caicedo e Diogo Barbosa; Ariel Cabral, Henrique, Robinho e Arrascaeta; Alisson e Rafael Sóbis.
Baile azul
Com a bola rolando, o Cruzeiro não demorou a chegar. Antes dos 10 minutos a Raposa já havia parado em Gideão por duas vezes em chutes cruzados de dentro da área efetuados por Robinho e Sóbis. Se a necessidade de uma atuação efetiva foi tema de entrevistas da semana, o técnico Éder Bastos e os torcedores alvinegros se revoltaram com lance do camisa 10 carijó, Juninho. Aos 12 minutos, o meia recebeu lançamento de cara para o goleiro Rafael, passou pelo arqueiro, demorou para finalizar ao gol livre ou assistir Caça-Rato, livre na área, e o atacante celeste, Alisson, acabou interceptando.
O castigo não demorou a vir. Sete minutos após a falha ofensiva mandante, Rafael Sóbis cobrou falta colocada da intermediária no canto direito de Gideão, que, atrasado, não impediu o gol. Bastava uma triangulação da Raposa para que um atacante tivesse condições de finalizar. Pelo alto, o cenário seguia dramático. Aos 27, o beque Léo recebeu cruzamento livre da direita para testar com tranquilidade a bola para o fundo das redes, ampliando a diferença na contagem: Cruzeiro 2 a 0.
Assistindo ao time da capital trocar passes, ainda houve tempo de Robinho comemorar seu gol quando o cronômetro apontava 47 minutos. O meia recebeu bola pela direita da entrada da área, driblou Bonilha e deu toque rasteira no canto esquerdo, sem chance para Gideão.
Críticas e mais Cruzeiro
O Tupi voltou para a etapa final com o jovem meia Sávio na vaga de Juninho. Sem imprimir forte ritmo, os visitantes seguiam com maior volume ofensivo, entrando no sistema de marcação carijó com facilidade. A dupla formada por Robinho e Sóbis comandava as principais investidas da partida, com cara de jogo-treino no segundo tempo.
Aos 11 minutos, o técnico Éder Bastos foi alvo do torcedor ao promover suas duas últimas trocas. Marcel e Caça-Rato, irritados com as saídas, deixaram o campo, contrariando a opinião da arquibancada, para as entradas do volante Leandro Ferreira, estreante, e do atacante Jajá. O fôlego renovado pouco fez diferença, contudo, no embate. Com os gritos de ‘olé’, ‘burro’ – ao comandante alvinegro – e ‘queremos time’, os presentes ainda viram Sóbis, no último minuto de confronto, receber bola novamente livre e na área, para de canhota sacramentar a goleada cruzeirense.









