Cerveja especial x cerveja ‘normal’: quais são as diferenças?

Primeiro ponto: todas as cervejas são normais, porém algumas são produzidas em grande escala e outras são cervejas especiais

Por Alexandre Vaz

26/08/2017 às 14:16hs - Atualizada 28/08/2017 às 11:49hs

Fala, canequeiros!

Fiquei muito feliz com a repercussão do nosso post de estreia e principalmente com os elogios aos meus dreads, eternas saudades. He He He. Brincadeiras a parte e sem mais delongas vamos à questão do post: qual a diferença entre cervejas especiais e cervejas produzidas em grande escala? Ao longo desses três anos de cervejaria e de muitos anos frequentando bares aqui da cidade, posso garantir que uma das coisas que a gente mais escuta é: prefiro cerveja “normal”! Primeiro ponto: todas as cervejas são normais, porém algumas são produzidas em grande escala e outras são cervejas especiais.

 

Cervejas de larga escala

As cervejas de larga escala ou cervejas mainstream são aquelas que a gente encontra com mais facilidade num churras da facul, nos bares, em eventos e nas prateleiras de supermercados. Elas são compostas, teoricamente, de 60% de malte e 40% de outros cereais, como milho, para que o custo não fique tão alto. São cervejas que tem como objetivo agradar ao máximo de pessoas possível e ainda tem um preço mais popular. A grande maioria se intitula Pilsen, mas tenho cá minhas ressalvas. As grandes cervejarias do Brasil tem muita qualidade na produção, longe de mim falar que elas são ruins. Fazer um volume absurdo de cerveja mantendo um padrão é digno de aplausos. Em minha opinião, a questão apenas é que são dois produtos diferentes, quase como comparar leite de coco e leite de vaca. Simplesmente não é a mesma coisa.

Foto: Wagner Emerich

Cervejas Especiais

Diferente das cervejas mainstream, o objetivo de uma cervejaria que produz cervejas especiais é justamente ampliar a gama de sabor, então ao invés de um tipo de cerveja que agrade a muita gente, temos cervejas diferentes para pessoas diferentes. Em sua fabricação a expectativa é fazer a melhor cerveja possível, em sua maioria são cervejas puro malte, mas nada impede umas brincadeirinhas com frutas ou outros ingredientes, desde que o alvo seja qualidade e ampliar as sensações para quem for degustar. Os tipos de malte, lúpulo e fermentação e até o acréscimo desses outros ingredientes é o que dá abertura para a gama de sabores. Cervejarias menores tem mais liberdade para testar, inovar e buscar novas combinações.

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Bônus Track

Pra fechar, você sabe a diferença entre cerveja e chope?

Pode ser chocante para alguns, mas é o mesmo líquido. A diferença é a forma de extrair e armazenar o líquido. Para a legislação brasileira, chope é o líquido não pasteurizado, e a cerveja é o líquido que foi pasteurizado. Num próximo post podemos conversar sobre vantagens e desvantagens da pasteurização, mas por agora saiba que ao ler em um rótulo de garrafa “chope engarrafado” significa que a bebida não passou por esse processo. Já para consumidor brasileiro, a diferenciação é feita de forma mais prática: chope vem no barril e é extraído na pressão, cerveja vem em garrafa e ponto final. No resto do mundo essa diferença é ainda menor, pra eles cerveja e chope são a mesma coisa. Inclusive, na maioria das outras línguas o chope vai ser descrito como “cerveja na torneira” ou “cerveja na pressão”.

É isso, pessoal! Espero que tenham gostado. Aguardo dicas e sugestões. Ah, a partir de agora nossos encontros aqui no blog da Tribuna serão às quintas-feiras pra você poder usar as dicas que ler aqui no final de semana e apreciar boas cervejas por aí.

E lembrem-se: curtam a vida e bebam com moderação.

Alexandre Vaz

Alexandre Vaz

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