Caridade e Fé
“O impulso quando levado com dedicação, torna-se com o tempo, obra no caso aqui, tomado como tema, é missão.”
Ao reencarnarmos, trazemos em nosso espírito eterno um conjunto de sentimentos que, segundo a importância que dermos, formarão nossa personalidade.
As emoções cultivadas e desenvolvidas ao longo das existências, despertam em nós como vontades e desejos de realização. Chamamos de vontade, objetivo de vida, motivação e outros tantos adjetivos, mas independente do nome, lá estão eles a nos impulsionar ao longo das vidas, cada qual segundo sua obra.
O impulso quando levado com dedicação, torna-se com o tempo, obra no caso aqui, tomado como tema, é missão.
Isabel era ainda uma criança na roça e com seu pai ficava pela venda ajudando aqui e ali. Um dia a menina pegou um pouco de gêneros e pôs-se a embrulhá-los. Seu pai vendo a cena perguntou o que estava fazendo com tudo aquilo.“Vou levar para minha amiguinha, ela não tem de comer”.
Passaram-se alguns anos, a menina cresceu, ainda ao lado dos pais sempre preocupada com todos. Naquela tarde, seu velho pai não chegara, apesar da hora avançada. Olhando para a estrada escura o viu cambaleante sobre o cavalo. Correu até ele e observou seu estado, roupas sujas, os braços lanhados, a boca entreaberta, deixando escapar a saliva grossa. De súbito, a queda. Isabel abraça ao pai, olha para o Alto e roga a Deus que o ajudasse.
A amiguinha cresceu, superando as dificuldades, e o velho pai nunca mais foi acometido por nova crise, ao que se veio saber posteriormente tratar-se de epilepsia. Duas pequenas e profundas passagens dessa menina que percorreria por 100 anos a vida presente, reproduzindo em grande profundidade os fatos narrados. Caridade e fraternidade para os que sofrem.
Desde pequena, a menina conviveu com a constante presença dos espíritos, quando já adulta teve seu primeiro contato com a Doutrina Espírita e não mais se afastou.
Progressivamente, foi descobrindo a força invisível regente da vida, como fonte de energia realizadora, incapaz de ser detida pelas mesquinharias do mundo. E assim o foi. Ao lado do seu esposo Ramiro, Isabel desafiou com convicção espiritual, as formalidades sociais, elevando o estandarte da caridade acima dos interesses imediatistas. E na medida que os fatos se desenrolavam, sua obra mediúnica vencia fronteiras e, quando elogiada dizia: “O que me deixa feliz é que tudo isso acontece por causa do Evangelho de Jesus”.
Seguiu trabalhando, sabendo aproveitar todas as novidades tecnológicas, do gravador K7 à internet. Todos os espaços Dona Isabel ocupou com um único objetivo, levar mais e mais adiante os ensinos de Jesus à luz da Doutrina Espírita.
Poucos dias antes do seu retorno a Pátria Espiritual afirmou: “Assuma compromisso com o Cristo, não tenha medo de nada, faça o bem que puder, porque Deus é seu Pai”.
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