O caso da boate Kiss

Veja mais da Tribuna no Google
Adicione a Tribuna de Minas como fonte preferencial para ver mais do nosso conteúdo na Pesquisa Google.
Adicionar Tribuna de MinasNo último dia 27 de janeiro, foi relembrado com grande consternação, em Santa Maria-RS, o quarto ano do trágico incêndio ocorrido na boate Kiss. Naquela ocasião, foram vitimados 242 jovens que promoviam uma festa de confraternização. Depois dos acontecimentos, passou a vigorar no estado uma lei que padroniza a segurança contra incêndio em estabelecimentos comerciais. Só que não adianta ter leis draconianas se não há um projeto adequado, fiscalização e vistoria eficientes.
Nas últimas décadas, na engenharia civil e arquitetura, foram descobertos e adotados inúmeros materiais novos. Na área de prevenção e combate a incêndio não foi diferente. Por isso, põe-se em dúvida se somente o Corpo de Bombeiro teria condições técnicas de aprovar o projeto específico de prevenção e combate a incêndio em quaisquer situações de riscos. Não cabe também às prefeituras ter essa incumbência, pois seu corpo técnico é constituído para dar o “habite-se”, ou seja, para comprovar se a edificação foi construída segundo as especificações do Código de Obras do município e o projeto, aprovado preliminarmente.
O ideal seria a formação de um corpo técnico formado por bombeiros, engenheiros civis ou arquitetos. No Brasil, atualmente, existem 5.570 municípios. Um grande número desses municípios está na faixa de médio e grande portes, portanto com inúmeros estabelecimentos sob todas as condições de riscos. Seria viável tecnicamente e economicamente ter esse corpo técnico? Eis a questão.
Que a tragédia na boate Kiss no Rio Grande do Sul seja um marco de virada na conscientização de prevenção e combate a incêndios, quer seja em restaurantes, casas noturnas, como também em edifícios residenciais e comerciais. Que o Congresso vote em caráter de urgência o projeto de lei que tramita por lá há anos sobre o assunto para que este se transforme em lei federal de abrangência nacional.









