2.026 e o ano eleitoral
“Não há, até agora, qualquer perspectiva de mudanças no quadro eleitoral”
Entramos no ano eleitoral. Desde o ano passado muitos políticos já estão sobre o palanque. Agora então… A eleição é uma oportunidade do eleitor se redimir de seus erros na escolha. Erros que têm sido a marca principal do eleitorado nas últimas décadas e que se repetem e agravam a cada disputa. Ulisses Guimarães, monstro sagrado da política brasileira, de quem a maioria dos brasileiros hoje não se lembra, ou nem conhece, já previa a piora do quadro político brasileiro.
Quando alguém criticava o quadro político do momento Ulisses, com sua sabedoria e sinceridade dizia: “pior do que está é a que virá”. E estamos caminhando neste rumo. Não há, até agora, qualquer perspectiva de mudanças no quadro eleitoral. O eleitor permanece omisso, não participa da vida política do país, não cobra melhor desempenho. Muitos sequer se lembram do nome de quem se consagrou nas urnas.
Quem age assim não tem o direito de reclamar, de culpar os políticos por seus problemas. Alguns, os mais radicais, ousam até defender as ditaduras, argumentando que nelas não existem políticos para atrapalharem. Políticos que, é bom lembrar, foram eles mesmos que escolheram.
O brasileiro precisa se conscientizar de que é preciso ter mais responsabilidade ao votar. Não pode usar seu voto para homenagear seus cantos favoritos, sem locutor favorito, seu pastor favorito. Ou para agradecer a verba de emenda que assegurou o show na rua cidade. De nada adianta o eleitor escolher o melhor candidato a governador, presidente, prefeito, se elege maus parlamentares, gente despreparada, quando não mal intencionada, que trava ações e estimula o golpismo.
Em fevereiro nosso Legislativo- Câmara e Senado, volta do recesso. E tem uma pauta cheia de projetos importantes envolvendo segurança e outros temas. Pelo que se ouve, os representantes do povo têm outras prioridades. A primeira foi a anistia aos golpistas de 8 de janeiro. Temas importantes para o povo certamente ficarão sem análise. Tem sido assim. E se o eleitor não mudar, não se conscientizar de que precisa de maior seriedade em suas escolhas, vai continuar. Por no mínimo mais quatro anos.
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