Voto & Cidadania, um encontro direto com o eleitor
Saiba como o Voto & Cidadania transforma discurso de campanha em compromisso documentado
Há pelo menos duas décadas, a Rede Tribuna de Comunicação implementa, a cada eleição, o projeto Voto & Cidadania. Trata-se de uma concepção da Universidade de Navarra, Espanha, apresentada durante o curso de mestrado promovido pela Fundação Cásper Líbero. Por meio dele, a Tribuna apura as demandas do eleitor e as leva diretamente aos candidatos, que são induzidos a responder de forma objetiva a cada uma delas.
Embora os políticos, sobretudo a partir deste domingo, apresentem seus projetos, o eleitor ainda é um ente distante, sem meios de questionamento. Pelo Voto & Cidadania, os candidatos são induzidos a apresentar suas metas para temas como saúde, educação, economia e segurança, entre outros. Suas afirmações se tornam um documento a ser cobrado dos eleitos durante o mandato.
Trata-se do jornalismo cidadão, no qual o simples declaratório não tem espaço. É próprio do meio político, em boa parte das vezes, apresentar projetos inconsistentes, cuja execução se esgota no próprio discurso. A Tribuna também apresenta o que é e o que não é factível.
Com o encerramento do prazo de registro das candidaturas, os postulantes à Presidência da República, ao Congresso Nacional – Câmara dos Deputados e Senado -, aos governos estaduais e às assembleias legislativas estão habilitados a fazer campanha, inclusive a pedir votos. Começa, pois, oficialmente, a temporada de caça ao voto.
De acordo com a legislação eleitoral, a campanha gratuita no rádio e na televisão começa apenas no dia 28 de agosto, já na etapa mais crítica da disputa. Em duas edições em cada meio, os políticos apresentam seus propósitos, mas nem todos terão acesso a esse horário. Também pela legislação, partidos que não superaram a cláusula de desempenho, isto é, não obtiveram os votos necessários estabelecidos em lei, não terão espaço. O caso mais emblemático deste pleito é o do ex-governador de Minas Romeu Zema. O Novo, seu partido, não ultrapassou tal barreira. Com isso, o candidato à Presidência não irá se apresentar no horário eleitoral.
Também diante do excessivo número de postulantes, os partidos, por estratégia, dedicam maior espaço, e recursos, aos candidatos aos governos estaduais e à Presidência da República. Os demais, especialmente ao cargo de deputado, se contentam com meros segundos, nos quais apresentam seu nome e seu número e, quando muito, pedem voto para o candidato majoritário.
É do jogo, mas já foi pior. O país já viveu uma experiência crítica durante a chamada Lei Falcão – elaborada pelo então ministro da Justiça Armando Falcão, em 1976, portanto ainda sob o regime militar: candidatos de quaisquer partidos estavam proibidos de anunciar, em suas propagandas, outras informações além de breves dados sobre sua trajetória de vida. Também era vetada a veiculação de músicas com letra, bem como discursos ou imagens. A única exceção era em relação à foto do candidato, que poderia ser exibida na televisão, juntamente com seu respectivo nome, seu partido e a leitura de seu currículo.
Os tempos são outros, e, com a mudança do analógico para o digital, as campanhas ganharam novos espaços, sobretudo nas redes sociais. O velho palanque foi substituído por postagens, e o acesso ao eleitor, articulado por algoritmos.
No entanto, a Rede Tribuna, por meio do Voto & Cidadania, cumpre o papel de aproximar eleitor e candidatos, a fim de dar às “ruas” o direito de conhecer, de fato, o que lhes está sendo proposto.








