Seis hospitais de Juiz de Fora devem paralisar atendimento ao SUS na próxima sexta, afirma sindicato
Paralisação é motivada pelos atrasos e erros de repasse de verbas às instituições de saúde

Os hospitais Santa Casa de Misericórdia, Therezinha de Jesus, Ana Nery, São Vicente de Paulo, Instituto Oncológico (Hospital 9 de Julho) e Ascomcer que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Juiz de Fora devem ter paralisação parcial na próxima sexta-feira (2/10). A informação foi sinalizada, nesta terça (29), à Tribuna de Minas pelo presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Juiz de Fora, Anderson Stehling.
O dirigente sindical aponta que a paralisação é motivada por atrasos e erros de repasse de verbas às instituições de saúde.
“O dinheiro que vem do Ministério da Saúde e do Governo de Minas não está sendo repassado para os hospitais”, defende Anderson.
Ainda segundo o presidente do Sindicato, o Hospital de Pronto-Socorro, o Hospital Regional João Penido e o Hospital Universitário continuarão o atendimento público pelo SUS durante a paralisação.
Já a diretora estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), Lenir da Silva Romani elenca que os servidores do Hospital Regional João Penido não irão aderir à paralisação.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu) indica que o Hospital de Pronto-Socorro, o Pronto-Atendimento Infantil (PAI), a UPA Regional Leste e o Departamento de Internação Domiciliar (DID) continuarão atendendo normalmente.
A Tribuna de Minas demandou posicionamento da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). Nesta sexta-feira (2), o Município afirmou que, “sobre a movimentação de alguns prestadores de serviços de saúde contratados pelo município, a Prefeitura reitera que não possui nenhuma pendência com os prestadores de serviços de saúde.” A informação é que “eventuais divergências de interpretação estão sendo resolvidas com mediação do Ministério Público, que estabeleceu o mês de novembro como prazo final para resolução.” Conforme a PJF, a Secretaria de Saúde permanece aberta ao diálogo e sempre à disposição para encontrar uma solução construtiva.









