Policial penal é preso por entregar celulares a detento
Caso foi registrado em penitenciária de Muriaé e será investigado pela Polícia Civil

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Adicionar Tribuna de MinasUm policial penal foi preso, após as câmeras de segurança da Penitenciária Dr. Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé, flagrarem o servidor entregando uma sacola com celulares para um detento. O caso, que aconteceu na sexta-feira (17), será investigado pela Polícia Civil, que já identificou a existência de uma rede em que supostos integrantes de facções criminosas usariam propina para que mercadorias proibidas ingressem no sistema prisional, de acordo com a PCMG.
O policial é suspeito de fazer o trânsito de mercadorias ilegais para o interior da instituição prisional, diante disso, ele virou alvo de uma investigação realizada pelo sistema de Justiça em parceria com o setor de Inteligência do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG). Depois das diligências, ele teve o mandado de prisão expedido. A Polícia anunciou a prisão na casa do servidor, que fica no Bairro João XXII.
Segundo a Polícia Civil, uma imagem do circuito interno mostrou como a ação era feita. Nela, o servidor pega uma sacola contendo vários celulares e entrega a um detento. Em seguida, o encarcerado leva os aparelhos até presos de outros pavilhões, segundo a Polícia Civil. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), no que diz respeito às questões administrativas, as apurações do caso serão feitas pelo Núcleo de Correção Administrativa (Nucad) da pasta, e, caso comprovadas, podem levar à demissão do servidor.
À Tribuna, a Sejusp destacou que não compactua com desvios de condutas. “Todas as situações são acompanhadas com rigor e as medidas administrativas cabíveis no âmbito do processo legal são tomadas, guardando sempre o direito à ampla defesa e ao contraditório”, disse em nota.
O funcionário público está detido na Casa de Custódia do Policial Penal, em Matozinhos. Antes da prisão, ele estava afastado de suas funções em decorrência de problemas psiquiátricos, e chegou a ser internado em um hospital da cidade, conforme a Polícia Civil. O inquérito, que ainda está em andamento, busca agora a identificação dos demais envolvidos.
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