Ouça agora

Voto e Cidadania 2026: Conheça a candidata do PSTU ao Senado por Minas, Victória Mello, e suas propostas

Professora de Juiz de Fora defende a reindustrialização de Minas, a suspensão do pagamento da dívida estadual e mais investimentos na educação pública


Por Tribuna de Minas

29/09/2026 às 18h48

TM MARCA VOTO E CIDADANIA 02 172Professora com 32 anos de atuação nas redes municipal e estadual de Juiz de Fora, Victória Mello (PSTU) disputa uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado, com o número 161. Com trajetória ligada ao movimento sindical e à defesa da educação pública, a candidata propõe a reindustrialização do estado, a suspensão do pagamento da dívida mineira e a reversão de privatizações. Entre suas prioridades também estão a ampliação dos investimentos sociais, a valorização dos profissionais da educação e mudanças nas regras trabalhistas, incluindo o fim da escala 6×1.

Na edição 2026 do projeto Voto e Cidadania, a Tribuna de Minas entrou em contato com as assessorias dos 16 candidatos ao Senado por Minas Gerais. Todos receberam as mesmas perguntas sobre suas trajetórias, as demandas de Juiz de Fora e da Zona da Mata, a renegociação da dívida estadual e a atuação na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

As respostas são publicadas conforme encaminhadas pelas assessorias, sem edição de conteúdo pela Tribuna. Houve apenas cortes nos casos em que o limite de caracteres, informado previamente a todas as campanhas, foi ultrapassado.

victoria mello foto divulgacao1 e1790348654769
(Foto: Divulgação)
  • Quem é você, qual é sua trajetória e por que decidiu disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais?

“Sou a professora Victória Mello. Dei aulas por 32 anos em escolas municipais e estaduais de Juiz de Fora e construi minha trajetória na luta em defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores em educação. Sou diretora licenciada do SindUte/JF-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais e também fui diretora do Sinpro/JF. Milito também na Central Sindical CSPConlutas e no MML-Movimento Mulheres em Luta.

O PSTU é um partido socialista que luta por melhorias nas condições de vida da classe trabalhadora, pela defesa das mulheres, população negra e LGBT e pela superação do sistema capitalista que explora e oprime a classe trabalhadora.

No PSTU as candidaturas são definidas, não por vontade ou interesse individual do candidato, mas coletivamente por quem pode em determinada eleição melhor representar o programa do partido.

É nesse contexto que minha candidatura foi definida, pela minha trajetória nas lutas da classe trabalhadora e dos setores oprimidos.”

  • Caso seja eleito, como pretende representar Juiz de Fora e a Zona da Mata no Senado? Quais demandas da região estarão entre suas prioridades?

“No Senado, representarei não só Juiz de Fora e região, mas todo o estado de Minas Gerais na luta pela reindustrialização do estado, pelo fim da lei Kandir que beneficia as mineradoras e impede captação de impostos que seriam investidos em educação, saúde, moradia, segurança, etc. Pela reestatização da Vale e da CSN para investir seus lucros em novas cadeias produtivas.

As demandas prioritárias serão a defesa da educação pública que sofre um grande processo de privatização e ataques à autonomia pedagógica e liberdade de cátedra. Em Minas, escolas foram privatizadas em leilões na bolsa de valores e no senado lutaremos pela revogação dessas privatizações.

Nosso mandato estará a serviço da luta do magistério pela retirada das fundações Lemann, Itaú e empresas de plataformização do MEC, por 10% do PIB para ser investido exclusivamente na educação pública e pelo cumprimento da Lei do Piso Nacional do magistério e pela aprovação e implementação do Piso Nacional dos funcionários de escolas.”

  • A dívida pública de Minas é um dos principais desafios financeiros do Estado. Qual será sua posição sobre a renegociação dessa dívida e como pretende atuar no Senado nessa discussão?

“Essa dívida não foi feita pelos trabalhadores e nem para os trabalhadores. No senado defenderei, ao lado das organizações da classe trabalhadora, a suspensão imediata do pagamento da dívida à União e, por meio dela, aos banqueiros. Defenderemos uma auditoria que aponte os desvios e a corrupção envolvendo a dívida e a punição dos políticos e empresários envolvidos.

Lutarei pelo fim do arcabouço fiscal e a lei de responsabilidade fiscal que nada mais são do que impedir investimentos nas áreas sociais e usar o orçamento para beneficiar grandes empresas e banqueiros. Lutaremos por uma Lei de Responsabilidade Social que garanta investimentos nas áreas sociais.”

  • Quais serão suas principais prioridades legislativas e como pretende exercer o papel do Senado na fiscalização do governo federal e na análise de indicações para cargos como os de ministros do STF?

“Minha prioridade absoluta será impulsionar e apoiar a luta da classe trabalhadora e leis que proponham o fim da escala 6×1 e avanço para a escala 4×3 com jornada de 36h semanais; o fim do arcabouço fiscal e de todas as amarras que impedem o investimento nas áreas sociais; a defesa das mulheres, do povo pobre e negro das perifierias, da população LGBTQIA+ e dos imigrantes.

Nosso mandato será implacável na luta contra a corrupção tanto do executivo quanto do legislativo, contra as vergonhosas emendas parlamentares, contra as isenções fiscais às grandes empresas, contra todo mecanismo de repasse de dinheiro público para o setor privado, pela suspensão do pagamento da dívida aos banqueiros.

Quanto às indicações para cargos no governo e no judiciário, vamos propor e chamar os trabalhadores a apoiar e participar de um processo no qual sejam os trabalhadores a indicar seus representantes, com mandato revogável a qualquer momento e com salários iguais a um trabalhador qualificado.”