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Genial/Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro têm empate técnico no 2º turno; veja os cenários estimulados

Ainda conforme a pesquisa divulgada nesta quarta-feira, a desaprovação do Governo Lula foi a 49%, ante 52% em abril


Por Estadão Conteúdo

13/05/2026 às 09h35

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno para a Presidência, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13. No cenário envolvendo os dois, Lula aparece numericamente à frente e pontua 42%, enquanto Flávio tem 41%.

O levantamento mostra uma recuperação de Lula dentro da margem de erro: em abril, os dois também estavam em empate técnico, mas Flávio aparecia numericamente (42%) à frente do atual presidente (40%).

Eleições 2026: Lula e Flávio Bolsonaro
Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Geraldo Magela/Agência Senado

Veja os quatro cenários estimulados para um 2º turno:

Cenário 1: Lula x Flávio Bolsonaro

– Lula: 42%;

– Flávio Bolsonaro: 41%;

– Branco/nulo: 14%;

– Indeciso: 3%.

Cenário 2: Lula x Romeu Zema

– Lula: 44%;

– Romeu Zema: 37%;

– Branco/nulo: 15%;

– Indeciso: 4%.

Cenário 3: Lula x Ronaldo Caiado

– Lula: 44%;

– Ronaldo Caiado: 35%;

– Branco/nulo: 17%;

– Indeciso: 4%.

Cenário 4: Lula x Renan Santos

– Lula: 45%;

– Renan Santos: 28%;

– Branco/nulo: 22%;

– Indeciso: 5%.

Primeiro turno

No primeiro turno, segundo a pesquisa, Lula tem 39% das intenções de voto na pesquisa estimulada – quando os entrevistados recebem uma lista de nomes. Flávio tem 33%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, numericamente menor do que os 6% registrados em abril, e segue com dificuldade em alavancar sua candidatura diante de um cenário de alta polarização.

O cenário projetado pela pesquisa para o 1º turno é o seguinte (estimulada):

– Lula (PT): 39%;

– Flávio Bolsonaro (PL): 33%;

– Ronaldo Caiado (PSD): 4%;

– Romeu Zema (Novo): 4%;

– Renan Santos (Missão): 2%;

– Augusto Cury (Avante): 1%;

– Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%;

– Samara Martins (UP): 1%;

– Aldo Rebelo (DC): 0%;

– Hertz Dias (PSTU): 0%;

– Indecisos: 5%;

– Branco/Nulo/Não vai votar: 10%.

De acordo com o levantamento, Lula aparece na frente de Flávio no 1º turno no Nordeste (58%). Já Flávio lidera no Sul (40%) e no Centro-Oeste/Norte (34%). No Sudeste, os dois estão em empate técnico. Lula também pontua melhor com o eleitorado feminino: 42% contra 28% de Flávio. No masculino, os dois estão empatados tecnicamente.

A pesquisa mediu o quão certos de seus votos os eleitores estão. Segundo o levantamento, 63% dos entrevistados disseram que suas escolhas são definitivas, porcentual maior que os 57% de abril. Há também os 37% que avaliaram ainda poder mudar. Entre os que dizem votar em Lula, 70% estão certos da escolha, enquanto 29% podem mudar. Entre os que dizem votar em Flávio, 66% dizem ser definitiva, enquanto 34% podem mudar.

No caso de Caiado, 65% afirmaram que podem mudar de ideia quanto ao voto no ex-governador de Goiás, enquanto 35% estão certos de suas escolhas. Nos que dizem votar em Zema, 65% afirmaram que podem mudar e 35% estão certos do voto. Os números indicam a possibilidade dos eleitores nos dois ex-governadores migrarem para outro candidato.

No cenário espontâneo de 1º turno, quando os entrevistados são perguntados sobre em quem votariam, sem que nenhum nome seja apresentado, 22% disseram que votariam em Lula. São três pontos porcentuais a mais do que em abril. O nome de Flávio foi citado por 14%, sete pontos porcentuais acima do registrado em janeiro e um ponto a mais que em abril. Outros 57% dos entrevistados se disseram indecisos (eram 62% em março).

A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.

Desaprovação do Governo Lula vai a 49%

O Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é mal avaliado por 49% dos eleitores, também segundo a pesquisa. Em abril, eram 52%. O porcentual dos que aprovam a gestão é de 46% – em abril eram 43%. O levantamento é positivo para o Governo, porque interrompe as sucessivas quedas do porcentual de aprovação.

Do mês passado para agora, a distância entre aprovação e desaprovação diminuiu seis pontos porcentuais: passando de nove pontos porcentuais de distância para três.

Quando questionados sobre como avaliavam o governo, 39% disseram que viam a gestão de forma negativa (em abril, eram 42%). Os que afirmaram que enxergavam de forma positiva são 34%, frente aos 31% de abril. Há ainda os 25% que disseram que viam de forma regular. 2% dos entrevistados não sabia ou não respondeu.

A melhora na popularidade é acompanhada por uma melhor percepção sobre a condução do País e as notícias em relação ao governo federal. Para 53% dos entrevistados, o Brasil está indo na direção errada (em abril, eram 58%), enquanto para 38% está na direção certa (em abril, eram 34%).

A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.