Eleições 2026: Cleitinho Azevedo é eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno
Candidato do Republicanos assume o Governo de Minas em janeiro de 2027
Cleitinho Azevedo (Republicanos) está matematicamente eleito governador de Minas Gerais neste domingo (4). Com 87,13% das urnas apuradas, o candidato soma 5.488.437 votos, o equivalente a 55,17% dos votos válidos, e já não podia mais ser alcançado pelos adversários.
O deptuado federal Patrus Ananias (PT) desponta em segundo lugar, com 2.604.930 votos. Atrás dele, no momento, aparece o emrpesário Flávio Roscoe (PL), com 712.725 votos recebidos até então (o que corresponde a 7,16%).
Em Juiz de Fora, com 96,97% das urnas já apuradas, Cleitinho recebeu 114.989 votos (ou 41,96% do município). Na cidade, Patrus também aparece, até então, como o segundo nome mais votado, com 38,99% dos votos locais.
A eleição para o Governo de Minas termina, portanto, ainda no primeiro turno. Para vencer nesta etapa, um candidato precisa receber mais da metade dos votos válidos, excluídos brancos e nulos.
Do Senado ao Governo de Minas
Cleitinho chega ao Governo de Minas quatro anos depois de ser eleito para o Senado. Antes de chegar a Brasília, foi deputado estadual e vereador em Divinópolis, cidade onde construiu sua trajetória política.
A candidatura ao Governo de Minas foi confirmada pelo Republicanos em agosto. Durante a campanha, Cleitinho disputou o Palácio Tiradentes em chapa pura, constituída pelo correligionário, Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), na cadeira de candidato a vice-governador.
Em entrevista à Tribuna de Minas, ao longo da edição 2026 do projeto Voto e Cidadania, Cleitinho apontou como prioridades para a Zona da Mata a recuperação das rodovias estaduais, o combate ao crime organizado, ações contra enchentes e alagamentos, o fortalecimento da saúde regional e a atração de empresas.
Entre as rodovias citadas estavam a MG-124, MGC-120, MG-265, MG-133 e MG-353. Para as cidades atingidas por enchentes, o então candidato defendeu medidas de prevenção e alerta, fortalecimento da Defesa Civil e obras de drenagem e contenção.
“Completam nossas prioridades o fortalecimento da saúde regional e ações para atrair empresas, gerar empregos e fortalecer a economia da Zona da Mata”, afirmou.
De favorito a fora da disputa e, depois, eleito no primeiro turno
A eleição de Cleitinho Azevedo encerra uma trajetória marcada por idas e vindas até a confirmação de sua candidatura ao Governo de Minas. O senador aparecia desde o início do ano entre os principais nomes para a sucessão estadual, mas demorou a confirmar se entraria na disputa. Em junho, ainda pedia mais prazo para tomar uma decisão, mesmo com a proximidade das convenções partidárias.
No fim de julho, o Republicanos chegou a anunciar que Cleitinho não seria candidato. O partido alegou que a candidatura nunca havia sido formalmente assumida pelo senador e citou os sucessivos recuos e indefinições durante a construção do projeto eleitoral.
Poucos dias depois, em 3 de agosto, o próprio Cleitinho anunciou que estava fora da disputa. Ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, o senador afirmou que não vivia um momento pessoal fácil e confirmou que não concorreria ao Governo de Minas.
A decisão, porém, durou poucos dias. Em 7 de agosto, o Republicanos recuou e voltou a liberar a candidatura. Cleitinho se reuniu novamente com Marcos Pereira e retomou o projeto de disputar o Palácio Tiradentes.
Mesmo com a entrada tardia na corrida, Cleitinho retomou a liderança das pesquisas. Na última semana antes da votação, levantamentos indicavam inclusive a possibilidade de vitória no primeiro turno.
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