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Projeto que eleva ICMS avança na ALMG


Por Tribuna

30/09/2015 às 07h00- Atualizada 30/09/2015 às 09h38

Apesar do questionamento de alguns deputados, proposta do Governo foi aprovada em 1ª discussão (WILLIAN DIAS)

Apesar do questionamento de alguns deputados, proposta do Governo foi aprovada em 1ª discussão (WILLIAN DIAS)

O projeto de lei que prevê a elevação entre dois e nove pontos percentuais da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de vários produtos foi aprovado ontem em primeira discussão pela Assembleia Legislativa (ALMG). Após o aval inicial e a apresentação de duas emendas – uma da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) e outra do deputado Iran Barbosa (PMDB) -, a proposição, que é de autoria do Governo de Minas e tramita em regime de urgência, retorna à FFO, para receber parecer em segundo turno.

As maiores variações no percentual tributário incidente serão observadas para água de colônia (de 18% para 27%) e energia elétrica para consumidores comerciais e prestadores de serviços (de 18% para 25%). Aliás, a nova alíquota para o setor elétrico foi alvo de questionamento do deputado Antônio Jorge (PPS). O parlamentar, que se posicionou publicamente contra a proposta, considerou que, caso seja aprovada de forma definitiva, a medida poderá resultar na falência de estabelecimentos e aumentar o desemprego no estado.

Entre os demais parlamentares eleitos por Juiz de Fora, o único a manifestar voto favorável à proposição foi o deputado Márcio Santiago (PTB). Os nomes de Noraldino Júnior (PSC) e Isauro Calais (PMN) não constam da lista de votação encaminhada à reportagem pela assessoria da ALMG. Em nota distribuída à imprensa, Calais afirmou que teve posicionamento contrário à proposta de aumento de ICMS para o comércio e prestadores de serviço, prevista no projeto do Executivo e que foi votada de forma destacada.

Entre aqueles que terão suas alíquotas corrigidas em dois pontos percentuais estão bebidas alcoólicas, cigarros e armas (de 25% para 27%); telefones celulares (de 12% para 14%); refrigerantes, ração tipo pet, alimentos para atletas, câmeras fotográficas e de vídeo, aparelhos de som e vídeo para uso automotivo e equipamentos para pesca esportiva(de 18% para 20%); e perfumes, cosméticos e serviços de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (de 25% e 27%).

Desoneração

Por outro lado, o projeto que avançou na ALMG sugere outras alterações como o aprimoramento da desoneração do imposto, relativa ao consumo residencial de energia. A proposta é corrigir distorções nas situações em que o período entre as medições for superior a 30 dias, de forma a garantir a isenção para aqueles que gastam uma média de 3 kwh/dia. Atualmente, aqueles que têm uso de até 90 kwh/mês já possuem direito à desoneração. Entretanto, o benefício pode ser prejudicado por variantes observadas na aferição do consumo.