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Gente que vota


Por ANA LÚCIA SILVA, 42

30/09/2014 às 06h00

A “eleitora média” de 2014

Uma mulher com idade entre 40 e 45 anos, solteira, com ensino médio ou fundamental. Esta é, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a chamada “eleitora média” brasileira, ou seja, que compõe o maior grupo de eleitores, caso aplicados os recortes de idade, gênero, escolaridade e estado civil. A ambulante Ana Lúcia Silva, 42, é uma cidadã que está neste ponto de interseção. É solteira e estudou até o ensino médio. Tem uma filha de 25 anos, que está por concluir também o segundo grau. A trajetória de Ana Lúcia é marcada pelo enfrentamento à pobreza e pela melhoria de vida proporcionada por dois marcos recentes da política brasileira: a estabilização da moeda, nos anos 1990, e a criação e ampliação de projetos de redistribuição de renda, nos últimos 12 anos. Otimista, ela diz que o pensamento positivo contribui com o futuro. “O Brasil sempre melhorou nos últimos anos e vai continuar melhorando.”

O que pensa da campanha

“Tem poucas propostas e muita ‘brigalhada’, o que atrapalha na hora de escolher. Procuro assistir aos debates para formar minha opinião, mas é complicado. Acaba que a gente forma opinião com base no que sabe e no que viveu.”

Sobre a política

“Tem muita gente boa e muita gente ruim, mas o país melhorou. Antes, com os preços mudando a toda hora, era difícil ter um comércio como o meu, em que eu compro para revender. Hoje é possível por causa do Real criado pelo Fernando Henrique (ex-presidente). Mas, mesmo com a moeda estável, eu não tinha oportunidade. Passei a ter depois do Governo Lula. A coisa só tem melhorado.”

Corrupção no Brasil

“Sempre teve, não aumentou nem diminuiu. Mas, antes, ninguém descobria nada. Agora não é mais assim, e as pessoas vão presas por isso.”

Futuro do Brasil

“Vai só melhorar. O Brasil pagou a dívida externa, o que era considerado impossível. Hoje a economia é estável. Os mais pobres têm oportunidade. Por que eu vou acreditar que, logo a partir de agora, depois que tanto já foi feito, o país vai parar? Claro que não.”