Professores municipais decidem radicalizar greve

Manifestações serão diárias, garante o sindicato da categoria
Além de manter a greve por tempo indeterminado, os professores da rede municipal de ensino, em greve há 15 dias, decidiram nesta tarde intensificar o movimento, com manifestações diárias no Calçadão da Rua Halfeld. A estratégia foi votada em assembleia realizada em frente à Câmara Municipal, de onde os trabalhadores seguiram em passeata até o Calçadão.
De acordo com o dirigente da CUT, Oleg Abramov, a radicalização da greve é uma resposta à rodada de negociações com a Prefeitura realizada ontem, na qual, segundo os docentes, não houve avanços. Com caricaturas do prefeito Custódio Mattos (PSDB) em cartazes de "Procurado", numa referência aos filmes de faroeste, os educadores também reclamaram da condução dos debates pelo secretário de Administração e Recursos Humanos, Vitor Valverde, e cobraram a participação do chefe do Executivo nas discussões. "Temos que chamar à responsabilidade aquele que foi eleito pelo povo", declarou a coordenadora-geral do Sindicato dos Professores (Sinpro), Aparecida Oliveira. Uma das principais reivindicações dos professores é o pagamento de uma compensação financeira até que a PJF passe a destinar um terço da jornada dos profissionais para atividade extraclasse (atualmente, apenas um quatro da carga horária serve a esse fim).
Em nota, o Executivo alegou que a questão "depende de recursos financeiros, que, conforme disciplinado pela Lei do Piso, são de responsabilidade do Ministério da Educação, que deve transferir cota extra para este atendimento". A nota acrescenta que "a Prefeitura de Juiz de Fora está enviando, nos próximos dias, um pedido ao MEC, solicitando esse recurso".








