Gasto da Câmara com transporte soma 37,6% do total
O custo da manutenção dos gabinetes – com compra de material de escritório, confecção de publicidades institucionais, quitação de contas de telefone e até contratação de consultorias técnicas – dos 19 vereadores da Câmara Municipal passou de meio milhão de reais nos seis primeiros meses de 2011. A soma dos gastos consumiu R$ 514.792,40, o que resulta em uma média aproximada de R$ 27.094,34 por parlamentar. Só com combustíveis, foram empregados R$ 106.585,30, o que equivale a 20,7% de toda a verba. No total, a verba empregada com transporte – incluindo abastecimento e locação de veículos – consumiu cerca de 37,6% do total de despesas, chegando a R$ 193.652,40.
O aluguel de carros atingiu valores superiores a R$10 mil nas contas de vários vereadores, como Luiz Carlos dos Santos (PTC), José Laerte da Silva Barbosa (PSDB) e Francisco de Assis Evangelista (PP). Para alguns deles, as notas fiscais com locação somam um valor maior do que todas as despesas de Antônio Martins (Tico-Tico, PP), o vereador mais econômico do semestre, que despendeu R$ 10.337,39. Apenas ele e Julio Gasparette (PMDB) não destinaram parte alguma da verba ao abastecimento ou locação de carros, mas a soma do peemedebista esteve entre as maiores, totalizando R$ 31.639,69, mais que o triplo de Tico-Tico. No primeiro semestre de 2011, a maior economia foi de Wanderson Castelar (PT), fechando as contas com R$ 11.252,80.
Valor equivalente
Em sua totalidade, o montante gasto nos seis primeiros meses foi R$ 18.395,98 maior que o do mesmo período do ano passado, quando foram gastos R$ 496.396,42. Se considerada a correção inflacionária – IPCA de 3,87% de janeiro a junho -, a cifra atingida este ano representou quase que o valor corrigido do mesmo período em 2010. Assim como no ano passado, João Evangelista de Almeida (João do Joaninho, DEM) encabeça a lista dos vereadores com maiores gastos. Ao todo, as despesas do parlamentar chegaram a R$ 33.231,43, dos quais mais de R$ 10 mil foram com combustíveis.No primeiro semestre de 2010, o parlamentar consumiu pouco menos que isso, R$ 33.053, 65.
O mês com maior dispêndio foi abril, quando as contas fecharam em R$ 87.335,74. Já a maior economia foi feita em janeiro, contabilizando R$ 85.037,67. Durante o semestre, os parlamentares que estouraram a cota mensal a que cada um tem direito – R$ 5.382,37 – foram: João do Joaninho, que extrapolou o teto de em todos os seis meses, José Emanuel de Oliveira (PSC), Ana Rossignoli (PDT), Francisco Canalli (PMDB), José Sóter Figueirôa (PT), e José Tarcísio Furtado (PTC). No total, eles tiveram que reembolsar RS 1.069,17.








