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Política – 27-11-2011


Por Benhur

27/11/2011 às 00h00

Júlio aposta em ‘casa’ e no partido

A desconfiança de parte do PMDB quanto à proximidade do deputado estadual Bruno Siqueira (PMDB) com o senador Aécio Neves (PSDB) é a mesma ou até maior quando o que está em jogo é a relação entre o tucano e o deputado federal Júlio Delgado (PSB). Isso sem contar, é claro, o fato de o herdeiro de Tarcísio não pertencer às fileiras peemedebistas. Por outro lado, uma eventual candidatura do PSB à Prefeitura manteria o espaço dos tarcisistas no PMDB local, o que ninguém aposta que vai acontecer em caso de vitória de Bruno. Sabendo disso, Júlio tem buscado sustentar sua condição de pré-candidato a partir do consentimento de casa. Ele espera, dessa forma, conseguir reunir, não todos, mas alguns representativos setores do PMDB em torno do seu nome. Nos seus cálculos, algum peemedebista poderia ser indicado como vice, e a dobradinha se repetiria na disputa proporcional, o que evitaria reclamações dos candidatos a vereador do PMDB quanto à possibilidade de não ter votos de legenda.

A estratégia de Júlio leve em conta ainda o bom trânsito do PSB com PT e PSDB. Seus interlocutores avaliam que o posicionamento pró-Dilma Rousseff do PSB em Brasília pode anular a vinculação com Antonio Anastasia em Belo Horizonte. O problema seria justamente o PMDB. Com clara disposição de viabillziar o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) como candidato a vice-presidente ou mesmo presidente em 2014, o PSB começou a incomodar o PMDB, que hoje tem o vice-presidente Michele Temer e mantém propósito de continuar com o cargo no próximo Governo. As duas legendas trabalham com as eleições municipais de 2012 como aposta de fortalecimento. Nesse contexto, Bruno teria um bom argumento para tentar barrar qualquer tentativa do PMDB local abrir mão da candidatura própria em favor do PSB. Por ora, no entanto, Bruno e Júlio conversam em busca de entendimento que pode viabilizar a candidatura de ambos ou de apenas um.