Adalclever deve levar na ALMG
A atual configuração da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vive seus momentos finais em tom de recesso. Os atuais mandatos se encerram essa semana, e os 53 deputados federais por Minas e os 77 deputados estaduais da legislatura 2015-2018 serão empossados no próximo domingo, dia 1º de fevereiro. Tão lado seja encerrada a cerimônia de posse, as duas casas terão pela frente uma decisão importante com as escolhas dos parlamentares que ficarão responsáveis por presidir cada uma das casas legislativas no biênio 2015-2016. As coincidências terminam por aí, já que o cenário eleitoral de um parlamento e outro é bastante distinto. Enquanto no Congresso, os deputados Arlindo Chinaglia (PT), Eduardo Cunha (PMDB) e o juiz-forano Júlio Delgado (PSB) travam uma verdadeira luta por apoio de seus pares em um processo que se mantém em aberto, na ALMG, o deputado estadual Adalclever Lopes (PMDB) parece eleito de véspera.
O consenso em torno da candidatura de Adalclever começou a ser construído ainda no ano passado, tão logo os 77 nomes que integrarão a próxima legislatura foram eleitos, e a consumação da vitória do governador Fernando Pimentel (PT) ainda no primeiro turno das eleições de outubro. De lá para cá, o peemedebista – que tem apoio do Executivo – praticamente foi o único cotado para a disputa, e as expectativas iniciais de que um nome ligado ao ex-governador e senador Aécio Neves (PSDB) fosse lançado parece não ter passado de um balão de ensaio esvaziado tão rápido quanto o fortalecimento da base do novo Governo de Pimentel na ALMG. Com o tempo escorrendo rápido pela ampulheta, dificilmente, uma segunda força se viabilizará a tempo da eleição, e a expectativa de momento é de que Adalclever seja eleito pela maioria, sem que haja chapas adversárias. Aliás, tal cenário tem se mostrado rotineiro na Assembleia. Na atual legislatura, Dinis Pinheiro (PP) foi eleito duas vezes presidente, competindo sozinho em ambas as ocasiões.









